Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Fernando Pessoa - Margarida

Margarida

 

Ai, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que farias tu com ela?

– Casava com um homem cego

E ia morar para a Estrela.


Mas, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que diria a tua mãe?

– (Ela conhece-me a fundo.)

Que há muito parvo no mundo,

E que eras parvo também.


E, Margarida,

Se eu te desse a minha vida

No sentido de morrer?

– Eu iria ao teu enterro,

Mas achava que era um erro

Querer amar sem viver.


Mas, Margarida,

Se este dar-te a minha vida

Não fosse senão poesia?

– Então, filho, nada feito.

Fica tudo sem efeito.

Nesta casa não se fia.

 

Álvaro de campos

 

Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro de 1936, tal dia como hoje ..., alguém dizia que não só foi o melhor poeta Português, como foi os cinco melhores poetas portugueses de sempre...

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:16
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Vai um pic-nic?

Mesas no Outono

Mesas

Mesa

Mesas

Mesas

 

De preferência em dias menos chuvosos... mas há ali lugares de encantar...

 

Outono no Gerês,

Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:36
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Velhas árvores

Outono

 

Velhas Árvores

 

Olha estas velhas árvores, mais belas 
Do que as árvores novas, mais amigas: 
Tanto mais belas quanto mais antigas, 
Vencedoras da idade e das procelas... 

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas 
Vivem, livres de fomes e fadigas; 
E em seus galhos abrigam-se as cantigas 
E os amores das aves tagarelas. 

Não choremos, amigo, a mocidade! 
Envelheçamos rindo! envelheçamos 
Como as árvores fortes envelhecem: 

Na glória da alegria e da bondade, 
Agasalhando os pássaros nos ramos, 
Dando sombra e consolo aos que padecem! 

Olavo Bilac, in "Poesias"


 

Parece que o inverno veio para ficar... já tenho saudades do Outono.. do Outono de cores suaves e cálidas do Gerês.

 

Portela de Leonte

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:06
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Detalhes do Outono no Gerês

Detalhes do Outono

Outono no Gerês

Detalhes do Outono no Gerês, medronhos

Outono no Gerês

Outono no Gerês

 

Detalhes de um dia do Outono chuvoso no Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 20:21
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Dois horizontes

Pôr do Sol em Cabo verde

 

Dois Horizontes

 

Um horizonte, — a saudade 
Do que não há de voltar; 
Outro horizonte, — a esperança 
Dos tempos que hão de chegar; 
No presente, — sempre escuro,— 
Vive a alma ambiciosa 
Na ilusão voluptuosa 
Do passado e do futuro. 

Os doces brincos da infância 
Sob as asas maternais, 
O vôo das andorinhas, 
A onda viva e os rosais; 
O gozo do amor, sonhado 
Num olhar profundo e ardente, 
Tal é na hora presente 
O horizonte do passado. 

Ou ambição de grandeza 
Que no espírito calou, 
Desejo de amor sincero 
Que o coração não gozou; 
Ou um viver calmo e puro 
À alma convalescente, 
Tal é na hora presente 
O horizonte do futuro. 

No breve correr dos dias 
Sob o azul do céu, — tais são 
Limites no mar da vida: 
Saudade ou aspiração; 
Ao nosso espírito ardente, 
Na avidez do bem sonhado, 
Nunca o presente é passado, 
Nunca o futuro é presente. 

Que cismas, homem? – Perdido 
No mar das recordações, 
Escuto um eco sentido 
Das passadas ilusões. 
Que buscas, homem? – Procuro, 
Através da imensidade, 
Ler a doce realidade 
Das ilusões do futuro. 

Dois horizontes fecham nossa vida.

 

(Machado de Assis, in "Crisálidas")

 

Pôr do sol em Cabo verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Convento de Mafra

Mafra

Mafra

Mafra

Convento de Mafra

Convento de Mafra

 

Convento de Mafra

Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 22:02
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

Experiências em Albarquel

Dias de pesca em Albarquel

Outono na Praia em Albarquel

Dias de Praia em Albarquel

Dias de praia em Albarquel

Dias de praia em Albarquel

 

Experiências com o olho de peixe num dia de praia no Outono em Albarquel.... não gostei lá muito.

 

Setúbal, Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 18:46
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Os tons do Outono

Folhas do Outono

Folhas do Outono no Gerês

Folhas do Outono no Gerês

Folhas do Outono no Gerês

as cores do Outono no Gerês

 

Os tons suaves do Outono no Gerês

Parque nacional da Peneda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:07
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Gritos Mudos

Gritos mudos

 

Gritos mudos

 

 

Neons vazios num excesso de consumo

Derramam cores pelas pedras do passeio

A cidade passa por nós adormecida

Esgotam-se as drogas p'ra sarar a grande ferida

 

Gritos mudos chamando a atenção

P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

 

E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca

Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca

E o perigo é grande e a tensão enorme

Afinam-se os nervos até que tudo acorde

 

Gritos mudos chamando a atenção

P'ra vida que se joga sem nenhuma razão

 

E a noite avança, e esgotam-se as forças

Secam como o vinho que enchia as taças

E pára-se o carro num baldio qualquer

E juntam-se as bocas até morrer

 

Gritos mudos chamando a atenção

P'ra vida que se joga com toda a razão

 

Xutos e pontapés

 

Ouvir aqui

 

No dia internacional contra a violência familiar, não deixemos que ninguém sofra em silêncio e solidão, denuncie!

 

Uma rosa do Outono

Setúbal, Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:15
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Borboletas

Borboleta

Borboletas

Borboleta

Borboleta

Borboleta

 

Borboletas

Jorge Soares

 


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Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem .....

Borboleta

 

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem

 

Se às vezes digo que as flores sorriem 
E se eu disser que os rios cantam, 
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores 
E cantos no correr dos rios... 
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos 
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. 
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes 
À sua estupidez de sentidos... 
Não concordo comigo mas absolvo-me, 
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza, 
Porque há homens que não percebem a sua linguagem, 
Por ela não ser linguagem nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

Por vezes temos que focar um sitio..e esperar que o milagre aconteça... eu foquei a flor..e o milagre aconteceu.

 

Parque de Campismo de Montargil

Junho de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:15
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Outono no Gerês, detalhes

Não se perca

A fonte da Quelha verde

Fonte no Gerês

Prados no Gerês

Espigueiros no campo do Gerês

 

Detalhes do Parque natural da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Os Poetas

Os poetas

 

a poesia não é inútil!
inúteis são todos os poetas
porque ninguém conseguiu ainda entende-los.

inútil sou eu quando escrevo um poema
simples e cristalino
latejando de verdade
sofrendo nesta cidade tranquila.

inútil sou eu que clamo
a magia do poema feito
numa tarde inexplicavelmente quente de setembro.

inúteis são os sonhos decepados
as palavras gastas
os gestos inexpressivos.

inúteis são todos os poetas
porque ninguém quer
entende-los.

 

Piedade Araújo Sol

 

A borboleta e a flor azul

Montargil, Junho de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Cogumelos Venenosos, Amanita muscaria

Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) venenoso

Amanita, Cogumelo vermelho venenoso

Cogumelo venenoso

 

Quanto a regras empíricas para evitar cogumelos venenosos, deve dizer-se que não existe nenhuma com valor: só a observação cuidadosa , nem sempre fácil, pode levar a conclusões seguras.


Entre as espécies venenosas, a Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) é particularmente abundante nas nossas florestas sendo no entanto facilmente identificada pela cor vermelha forte do chapéu, pelas escamas brancas que o salpicam.
Apesar de venenosa é frequentemente utilizá-los na ilustração de livros infantis.

 

Fonte: Drap Centro

 

Os cogumelos são muito bonitos..e alguns são verdadeiras delicias... mas o perigo que representam para a vida humana é enorme... dado que fotografei muitos no Gerês e não faço a menor ideia se algum é comestível ou não, decidi fazer um pouco de investigação e deixar aqui as designações que encontrar e os seus perigos para a saúde.

 

Se alguém que passar por aqui perceber de cogumelos e quiser dar uma ajuda, por favor carregue aqui e deixe-me um comentário com a identificação do cogumelo e os seus perigos.

 

Obrigado

 

"Colhidos" no Gerês, na Portela de Leonte e no Campo do Gerês

Outubro de 2010

Jorge Soares


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Outono no Gerês, Rio Toco

Rio Toco

Rio Toco

Rio Toco

Rio toco

Rio Toco

 

A chuva do Outono foi chata para quem queria tirar fotografias, mas por outro lado, todos os rios e riachos iam assim, com muita água

Rio Toco

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares


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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

Mas que sei eu das folhas no outono ...

Folhas do Outono

 

Mas que sei eu das folhas no outono

ao vento vorazmente arremessadas

quando eu passo pelas madrugadas

tal como passaria qualquer dono?

Eu sei que é vão o vento e lento o sono

e acabam coisas mal principiadas

no ínvio precipício das geadas

que pressinto no meu fundo abandono

Nenhum súbito lamenta

a dor de assim passar que me atormenta

e me ergue no ar como outra folha

qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?

As coisas vêm vão e são tão vãs

como este olhar que ignoro que me olha

 

Ruy Belo

 

Um dia chuvoso na Mata da Albergaria

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares,

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

1 de Nov de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exp.: 1/50 seg., Abertura: 5.6, Ext. focal: 50mm, Flash: Não


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O Rochedo

O Penêdo

O Penedo

O Rochedo, Campo do Gerês

O Rochedo, Campo do Gerês

O Rochedo

 

Num dia nublado do Outono

Campo do Gerês, Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Silêncio, Nostalgia...

Nevoeiro no Outono do Gerês

 

Silêncio, Nostalgia...

 

Silêncio, nostalgia... 
Hora morta, desfolhada, 
sem dor, sem alegria, 
pelo tempo abandonada. 

Luz de Outono, fria, fria... 
Hora inútil e sombria 
de abandono. 
Não sei se é tédio, sono, 
silêncio ou nostalgia. 

Interminável dia 
de indizíveis cansaços, 
de funda melancolia. 
Sem rumo para os meus passos, 
para que servem meus braços, 
nesta hora fria, fria? 

Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"

 

O Nevoeiro no Outono da Serra do Gerês.

 

Portela de Leonte, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

30 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exp: 1/125 seg., Aber.: 7.1, Ext focal: 70mm, Flash: Não


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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Fim de tarde no Parque das Nações

Fim de tarde no Parque das Nações

Fim de tarde no Parque das Nações

Fim de tarde no Parque das Nações

Fim de tarde no Parque das Nações

Fim de tarde no Parque das Nações

 

Fim de tarde de Verão no parque das nações

Lisboa, Agosto de 2010

Jorge Soares


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Sábado, 20 de Novembro de 2010

Portalegre

Portalegre

Portalegre

Portalegre

Portalegre

Portalegre, Janela

 

Portalegre

Agosto de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:51
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Gosto de coisas simples,.. Outono no Gerês

 

Cores do Outono, Gerês

Folhas de Silva, Outono no Gerês

Folha de silva, Outono no Gerês

Detalhes do Outono, Folhas de silva

 

O resto do pessoal estava todo de tripé montado a olhar para uma cascata insossa e a tentar aplicar a teoria do Bracketing. Eu como não tinha tripé decidi olhar à volta, a minha atenção virou-se para umas folhas de silva que cresciam ao lado do caminho... digam lá se a natureza não é mesmo fantástica.

 

Parque Nacional da Peneda Gerês, Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:15
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... uma Vida que não Quero nem Amo

Enjaulado

 

 

Vivo uma Vida que não Quero nem Amo

 

Súbdito inútil de astros dominantes, 
Passageiros como eu, vivo uma vida 
Que não quero nem amo, 
Minha porque sou ela, 

No ergástulo de ser quem sou, contudo, 
De em mim pensar me livro, olhando no alto 
Os astros que dominam 
Submissos de os ver brilhar. 

Vastidão vã que finge de infinito 
(Como se o infinito se pudesse ver!) — 
Dá-me ela a liberdade? 
Como, se ela a não tem? 

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

Leopardo no jardim Zoológico de Lisboa

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

5 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 100, Exp: 1/400 seg. Abert.: 8.0, Ext. focal: 55mm, Flash: Não


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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

Strelitzia reginae ou a ave-do-paraíso

Flor do paraiso

Flor do paraiso

Flor do paraíso

Strelitzia reginae: a ave-do-paraíso

Strelitzia reginae: a ave-do-paraíso

 

Popularmente, ela é mais conhecida como "ave-do-paraíso", apesar de receber também outros nomes, dependendo da região, mas seu nome botânico é Strelitzia reginae. Segundo se sabe, o nome 'strelitzia' foi escolhido em homenagem à rainha Charlotte Sophia, duquesa de Mecklenburg Strelitz e esposa do rei George III, da Inglaterra.

 

O gênero Strelitzia pertence à família das Musáceas e compreende inúmeras espécies, todas originárias da África do Sul e introduzidas na Europa em 1770, de onde se disseminaram por todo o mundo. A espécie mais cultivada é a Strelitzia reginae, popularmente conhecida como estrelícia, rainha-do-paraíso, bico-de-tucano, flor-do-paraíso, flor-da-rainha, ave-do-paraíso ou bananeirinha-do-jardim. Trata-se de uma planta muito decorativa e, em razão de sua grande durabilidade, é bastante difundida tanto como flor de corte como para o plantio em jardins. Existem também outras espécies, como a Strelitzia alba, de flores brancas e a Strelitzia caudata, de coloração azulada.

 

Fonte:Jardim de flores

 

Estas foram "colhidas" por mim no Jardim Zoológico de Lisboa numa tarde soleada de Outubro.

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:05
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Pretextos para fugir do real

A vespa

 

A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar

Por isso fecho os olhos

(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)

Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher

E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços

Experimento um grito
Contra o teu silêncio

Experimento um silêncio

Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos

Assobio às pequenas esperanças
Que vêm lamber-me os dedos

Perco-me no teu retrato
Horas seguidas

E ao trote do ciúme deito contas
Deito contas à vida.

Alexandre O’Neill

 

A vespa e a flor do paraiso

Lisboa, Outubro de 2010

Jorge Soares

 

5 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100. Exp: 1/1000 seg. seg., Abertura: 5.6. Ext focal: 200mm, Flash: Não


publicado por Jorge Soares às 00:24
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Cogumelos do Gerês

Cogumelo, Leonte, Gerês, Outono

Cogumelo, Campo do Gerês, Outono

Cogumelo, Gerês

Cogumelo preto, Gerês

Cogumelos, Campo do Gerês, Outono

Cogumelo, Campo do Gerês, Outono

 

O outono é a época deles, e o Gerês deve ser o seu reino, num só dia tirei umas dezenas de fotografias, dos mais variados tamanhos, cores e feitios.... esta é uma pequena amostra, o primeiro foi "apanhado"  na portela de Leonte e os restantes no Campo do Gerês.

 

Cogumelos do Gerês.

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:15
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Intimidade

Intimidade

 

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

José Saramago

 

 

 

Fim de tarde junto ao mar, esta fotografia tem um defeito, o horizonte não está direito, se aparece por aí a Mia (saudades das tuas fotografias) vai dizer que tenho outra vez o blog molhado, que o mar está a pingar.. mas foi uma questão de opção, era o horizonte direito ou as pessoas inclinadas...

 

Praia do Meco, Sesimbra, Setúbal

Novembro de 2008

 

9 de Nov de 2008, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100, Exp: 1/320 seg., Abertura: 13.0, Ext. focal: 55mm


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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Outono no Gerês, Mata da Albergaria

Mata da Albergaria, Gerês

Mata da albergaria, Gerês

Mata da Albergaria, Gerês

Mata da Albergaria, Outono no Gerês

Mata da Albergaria, Outono no Gerês

 

Mata da Albergaria, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Só a natureza é divina

Cogumelos no Gerês

 

Só a natureza é divina, e ela não é divina... 
Se falo dela como de um ente 
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens 
Que dá personalidade às cousas, 
E impõe nome às cousas.

Mas as cousas não têm nome nem personalidade: 
Existem, e o céu é grande a terra larga, 
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...

Bendito seja eu por tudo quanto sei. 
Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.

 

Alberto Caeiro

 

Cogumelos na Mata da Albergaria,

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

1 de Nov de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO:400Exp.: 1/100 seg., Abertura: 5.6, Ext. focal: 60mm Flash: Sim


publicado por Jorge Soares às 23:54
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Detalhes.... ou as saudade do verão

detalhes de Verão

Detalhes de Verão

Detalhes de verão

Detalhes do verão

Detalhes.. ou as saudade do verão

 

Detalhes que ficaram de um Verão que já lá vai.

Alviães, Oalmaz, Oliveira de azemeis

Agosto de 2010

Jorge Soares


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Como caminhar sem ver o caminho...?

Como caminhar sem ver o caminho?

 

Como caminhar sem ver o caminho...?

Só vivo se da vida me ausentar,

e então tristemente vou sorrindo,

esperançosa, que algo vai mudar.

E quando caio em mim, livre do sonho...

sinto-me nua num imenso vazio.

Tão triste, tão medonho...

arrefece-me a alma e sinto frio.

Se muito durasse tal sentimento,

endoudava de vez, perdia o tino...

Porque será que tanto me lamento,

esquecendo que é este o meu destino.

Pudera eu escolher, o que faria?

Sei lá! É o que  saberia  reponder.

Porque da vida nem sei o que queria...

e sei que vou morrer sem o saber.

Mas não quero acordar desta quimera,

O sonho, a ilusão não abandono,

esquecendo que está longe a Primavera

E receber alegremente o meu Outono.

Na fantasia de que existisse

alguém a quem amar eternamente,

Para deixar este sorriso triste,

E ser feliz, feliz para sempre...

 

Rosinda

Retirado do blog Poesia e Rosas

 

Parque natural da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

31 de Out de 2010,Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 400,Exp: 1/40 seg. Abertura: 8.0, Ext focal: 20mm, Flash: Não


publicado por Jorge Soares às 00:19
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