Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

A palidez do dia é levemente dourada.

Gerês

 

A palidez do dia é levemente dourada.

O sol de Inverno faz luzir como orvalho as curvas

                Dos troncos de ramos secos.

                O frio leve treme.

 

Desterrado da pátria antiquíssima da minha

Crença, consolado só por pensar nos deuses,

                Aqueço-me trémulo

                A outro sol do que este.

 

O sol que havia sobre o Parténon e a Acrópole

0 que alumiava os passos lentos e graves

                De Aristóteles falando.

                Mas Epicuro melhor

 

Me fala, com a sua cariciosa voz terrestre

Tendo para os deuses uma atitude também de deus,

                Sereno e vendo a vida

                À distância a que está.

 

Ricardo Reis


Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 08:53
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

O pranto da pedra

O Pranto da Pedra

 

Essa chuva, 
recorda-me o pranto da pedra
onde não há nada
que disfarce
a maciez do seu olfacto.

Ardósia salpicada
de lamentos
ébria de amor e mar revolto,

Faz-me lembrar
o odor da sua pele,
do lírio encharcado
em gotas de maresia salgada.

Essa chuva, 
recorda-me o pranto da pedra

 

Lagoa Azul 

 

Mata de Albergaria, Parque nacional da Peneda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

 


publicado por Jorge Soares às 00:02
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Domingo, 8 de Maio de 2011

Arte de viver

Arte de viver

 

Saber viver é uma arte.

“Arte de viver”

Com deuses dou-me bem
Não convém hostilizá-los
E com demónios também
Nunca foi bom ignorá-los

Usando esta minha política
Os lucros foram estupendos
E com esta relação prática
Tenho extraído dividendos

Somos mestres da influência
Saber viver não é uma ciência
Até ao céu subimos de balão

Para aos anjos limpar as asas
Pr’a manter quentes as brasas
Ao inferno fornecemos carvão.

 

Anónimo

 

Há alguém que me deixa estes poemas no O que é o jantar, todos os dias, às vezes mais que um, raramente tem a ver com o tema do post, muitas vezes tem a ver com algo que ocorreu no país durante o dia, ou com a crise, o FMI, os partidos. Comecei por achar estranho, por me irritar, depois decidi simplesmente aceitar, admiro a capacidade desta pessoa de criar versos, talvez porque já houve uma época na minha vida em que tinha essa facilidade, ... há habilidades que não devíamos perder....

 

Gostei deste poema, de uma forma ou outra todos temos uma "arte de viver".... de uma forma ou outra todos nos deixamos levar por ela, pode-nos levar ao céu ou ao inferno... muitas vezes o céu de uns será o inferno de outros... a vida não é feita de linhas rectas nem de lugares comuns... e cada um traça os seus objectivos e escreve o seu destino ....  há quem viva e quem simplesmente se deixe levar.....

 

Imagino que cada um de nós escolheria uma imagem diferente para ilustrar estes versos, curiosamente o primeiro que pensei foi em algo com cores quentes... algo como o Inferno do Gerês.. no caminho parei nesta imagem de uma cascata com efeito de névoas.... as névoas da vida.

 

Gerês, Novembro de 2011

Jorge Soares

 


publicado por Jorge Soares às 16:39
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

...fazer os outros sentir o que nós sentimos ...

Nevoeiro em Leonte, Gerês

 

A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.

 

Fernando Pessoa

 
 
Nevoeiro em Leonte, Gerês
Jorge Soares

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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Na casa defronte de mim e dos meus sonhos,

Casa na Vila do Gerês

 

Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, 
Que felicidade há sempre! 

Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi. 
São felizes, porque não sou eu. 

As crianças, que brincam às sacadas altas, 
Vivem entre vasos de flores, 
Sem dúvida, eternamente. 

As vozes, que sobem do interior do doméstico, 
Cantam sempre, sem dúvida. 
Sim, devem cantar. 

Quando há festa cá fora, há festa lá dentro. 
Assim tem que ser onde tudo se ajusta — 
O homem à Natureza, porque a cidade é Natureza. 

Que grande felicidade não ser eu! 

Mas os outros não sentirão assim também? 
Quais outros? Não há outros. 
O que os outros sentem é uma casa com a janela fechada, 
Ou, quando se abre, 
É para as crianças brincarem na varanda de grades, 
Entre os vasos de flores que nunca vi quais eram. 
Os outros nunca sentem. 

Quem sente somos nós, 
Sim, todos nós, 
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada. 

Nada! Não sei... 
Um nada que dói... 

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

Tenho uma amiga que diz que com chuva as cores ficam mais vivas, a julgar por esta fotografia que mostra um pedacinho do Outono no nosso país, ela tem razão.

 

Outono na Vila do Gerês

Novembro de 2010


publicado por Jorge Soares às 00:00
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011

As águas correm, cheias de memórias

Cascata no Gerês

 

As águas correm, cheias de memórias

Passado perdido de lutas inglórias

Que o Fado há muito abandonou

Meu legado de esperança

Reside na etérea mudança

De um momento que passou...

 

 

Destino desfigurado

Templo marginalizado

De mentiras e ilusões

Procuro salvo resguardo

Nas malhas de um tempo minado

Por tristes recordações...

 

 

Sou um rio de águas paradas

Apelo, em vão, pelo mar

Prisioneiro destas margens

Pelas eternas paragens

Que adornam meu sonhar

Corro, sem nunca chegar...

 

 

In-perfeita

 

Parque nacional da Peneda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Há mais cores no Outono ...

Há mais cores no Outono

 

Pintura

 

Onde se diz espiga 
leia-se narciso. 
Ou leia-se jacinto. 
Ou leia-se outra flor. 
Que pode ser a mesma. 

As flores 
são formas 
de que a pintura se serve 
para disfarçar 
a natureza. Por isso 
é que 
no perfil 
duma flor 
está também pintado 
o seu perfume. 

Albano Martins, in "Castália e Outros Poemas"

 

.. basta olhar..elas estão lá e formam sempre quadros únicos.

 

Flores silvestres do Outono no Gerês.

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:15
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Outono no Gerês, um mar de folhas

Mar de folhas no Gerês, Outono

Outono no Gerês

Outono no Gerês, folhas

Outono no Gerês

Outono no Gerês

 

As folhas de um Outono muito molhado à saída da Vila do Gerês

 

Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:19
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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Vai um pic-nic?

Mesas no Outono

Mesas

Mesa

Mesas

Mesas

 

De preferência em dias menos chuvosos... mas há ali lugares de encantar...

 

Outono no Gerês,

Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 17:36
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Detalhes do Outono no Gerês

Detalhes do Outono

Outono no Gerês

Detalhes do Outono no Gerês, medronhos

Outono no Gerês

Outono no Gerês

 

Detalhes de um dia do Outono chuvoso no Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 20:21
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Os tons do Outono

Folhas do Outono

Folhas do Outono no Gerês

Folhas do Outono no Gerês

Folhas do Outono no Gerês

as cores do Outono no Gerês

 

Os tons suaves do Outono no Gerês

Parque nacional da Peneda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Outono no Gerês, detalhes

Não se perca

A fonte da Quelha verde

Fonte no Gerês

Prados no Gerês

Espigueiros no campo do Gerês

 

Detalhes do Parque natural da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Cogumelos Venenosos, Amanita muscaria

Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) venenoso

Amanita, Cogumelo vermelho venenoso

Cogumelo venenoso

 

Quanto a regras empíricas para evitar cogumelos venenosos, deve dizer-se que não existe nenhuma com valor: só a observação cuidadosa , nem sempre fácil, pode levar a conclusões seguras.


Entre as espécies venenosas, a Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) é particularmente abundante nas nossas florestas sendo no entanto facilmente identificada pela cor vermelha forte do chapéu, pelas escamas brancas que o salpicam.
Apesar de venenosa é frequentemente utilizá-los na ilustração de livros infantis.

 

Fonte: Drap Centro

 

Os cogumelos são muito bonitos..e alguns são verdadeiras delicias... mas o perigo que representam para a vida humana é enorme... dado que fotografei muitos no Gerês e não faço a menor ideia se algum é comestível ou não, decidi fazer um pouco de investigação e deixar aqui as designações que encontrar e os seus perigos para a saúde.

 

Se alguém que passar por aqui perceber de cogumelos e quiser dar uma ajuda, por favor carregue aqui e deixe-me um comentário com a identificação do cogumelo e os seus perigos.

 

Obrigado

 

"Colhidos" no Gerês, na Portela de Leonte e no Campo do Gerês

Outubro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 20:58
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Outono no Gerês, Rio Toco

Rio Toco

Rio Toco

Rio Toco

Rio toco

Rio Toco

 

A chuva do Outono foi chata para quem queria tirar fotografias, mas por outro lado, todos os rios e riachos iam assim, com muita água

Rio Toco

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares


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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

O Rochedo

O Penêdo

O Penedo

O Rochedo, Campo do Gerês

O Rochedo, Campo do Gerês

O Rochedo

 

Num dia nublado do Outono

Campo do Gerês, Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:03
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Silêncio, Nostalgia...

Nevoeiro no Outono do Gerês

 

Silêncio, Nostalgia...

 

Silêncio, nostalgia... 
Hora morta, desfolhada, 
sem dor, sem alegria, 
pelo tempo abandonada. 

Luz de Outono, fria, fria... 
Hora inútil e sombria 
de abandono. 
Não sei se é tédio, sono, 
silêncio ou nostalgia. 

Interminável dia 
de indizíveis cansaços, 
de funda melancolia. 
Sem rumo para os meus passos, 
para que servem meus braços, 
nesta hora fria, fria? 

Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"

 

O Nevoeiro no Outono da Serra do Gerês.

 

Portela de Leonte, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

30 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exp: 1/125 seg., Aber.: 7.1, Ext focal: 70mm, Flash: Não


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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Cogumelos do Gerês

Cogumelo, Leonte, Gerês, Outono

Cogumelo, Campo do Gerês, Outono

Cogumelo, Gerês

Cogumelo preto, Gerês

Cogumelos, Campo do Gerês, Outono

Cogumelo, Campo do Gerês, Outono

 

O outono é a época deles, e o Gerês deve ser o seu reino, num só dia tirei umas dezenas de fotografias, dos mais variados tamanhos, cores e feitios.... esta é uma pequena amostra, o primeiro foi "apanhado"  na portela de Leonte e os restantes no Campo do Gerês.

 

Cogumelos do Gerês.

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Outono no Gerês, Mata da Albergaria

Mata da Albergaria, Gerês

Mata da albergaria, Gerês

Mata da Albergaria, Gerês

Mata da Albergaria, Outono no Gerês

Mata da Albergaria, Outono no Gerês

 

Mata da Albergaria, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Só a natureza é divina

Cogumelos no Gerês

 

Só a natureza é divina, e ela não é divina... 
Se falo dela como de um ente 
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens 
Que dá personalidade às cousas, 
E impõe nome às cousas.

Mas as cousas não têm nome nem personalidade: 
Existem, e o céu é grande a terra larga, 
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...

Bendito seja eu por tudo quanto sei. 
Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.

 

Alberto Caeiro

 

Cogumelos na Mata da Albergaria,

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

1 de Nov de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO:400Exp.: 1/100 seg., Abertura: 5.6, Ext. focal: 60mm Flash: Sim


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Como caminhar sem ver o caminho...?

Como caminhar sem ver o caminho?

 

Como caminhar sem ver o caminho...?

Só vivo se da vida me ausentar,

e então tristemente vou sorrindo,

esperançosa, que algo vai mudar.

E quando caio em mim, livre do sonho...

sinto-me nua num imenso vazio.

Tão triste, tão medonho...

arrefece-me a alma e sinto frio.

Se muito durasse tal sentimento,

endoudava de vez, perdia o tino...

Porque será que tanto me lamento,

esquecendo que é este o meu destino.

Pudera eu escolher, o que faria?

Sei lá! É o que  saberia  reponder.

Porque da vida nem sei o que queria...

e sei que vou morrer sem o saber.

Mas não quero acordar desta quimera,

O sonho, a ilusão não abandono,

esquecendo que está longe a Primavera

E receber alegremente o meu Outono.

Na fantasia de que existisse

alguém a quem amar eternamente,

Para deixar este sorriso triste,

E ser feliz, feliz para sempre...

 

Rosinda

Retirado do blog Poesia e Rosas

 

Parque natural da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

31 de Out de 2010,Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 400,Exp: 1/40 seg. Abertura: 8.0, Ext focal: 20mm, Flash: Não


publicado por Jorge Soares às 00:19
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Casa da Albergaria

Casa da Albergaria

Casa da Albergaria

Casa  da Albergaria

Casa da Albergaria

Casa da Albergaria

 

 

"As Casas Abrigo do Parque Nacional da Peneda Gerês, foram construídas durante as campanhas de florestação do Estado Novo. São construções simples feitas com materiais tradicionais, estratégicamente implantadas em locais de fácil vigilância e grandiosa paisagem.
Adequadas, de raíz, à permanência no agreste espaço serrano, têm vindo a ser objecto de remodelações, com vista a proporcionar um acréscimo de conforto, numa perspectiva de utilização turística, de grande proximidade ao espaço natural e selvagem.
Inseridas no Turismo de Natureza, as Casas Abrigo e Retiro, são duas das modalidades das Casas de Natureza, diferenciando-as o facto de algumas terem luz eléctrica (Casas Abrigo) e outras não (Casas Retiro)". Retirado de aqui

 

Sei que algumas das casas podiam ser alugadas, eu cheguei a estar numa em Castro de Laboreiro e na do Gerês, esta está com aspecto de estar ao abandono, está bem no centro da mata de Albergaria, um dos locais mais importantes e mais sensíveis do parque.. não sei se fará muito sentido a sua utilização para fins turísticos, até porque é uma zona onde no verão não é possível circular.. mas é pena que esteja assim ao abandono.

 

Casa da Albergaria, Mata da Albergaria, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Outono no Gerês, Aprendizes de feiticeiro

Gerês, aprendizes de feiticeiro

Aprendizes de feiticeiro

Aprendizes de feiticeiro

Outono no Gerês, workshop de José Romão

 

Workshop de Fotografia com José Romão

Gerês, Amares, Braga

Outubro de 2010
Jorge Soares


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Faz-se o caminho ao andar

Caminhante não há caminhos, faz-se o caminho ao andar

 

Tudo passa e tudo fica 
porém o nosso é passar, 
passar fazendo caminhos 
caminhos sobre o mar 

Nunca persegui a glória 
nem deixar na memória 
dos homens minha canção 
eu amo os mundos sutis 
leves e gentis, 
como bolhas de sabão 

Gosto de ver-los pintar-se 
de sol e graná voar 
abaixo o céu azul, tremer 
subitamente e quebrar-se... 

Nunca persegui a glória 

Caminhante, são tuas pegadas 
o caminho e nada mais; 
caminhante, não há caminho, 
se faz caminho ao andar 

Ao andar se faz caminho 
e ao voltar a vista atrás 
se vê a senda que nunca 
se há de voltar a pisar 

Caminhante não há caminho 
senão há marcas no mar... 

Faz algum tempo neste lugar 
onde hoje os bosques se vestem de espinhos 
se ouviu a voz de um poeta gritar 
"Caminhante não há caminho, 
se faz caminho ao andar"... 

Golpe a golpe, verso a verso... 

Morreu o poeta longe do lar 
cobre-lhe o pó de um país vizinho. 
Ao afastar-se lhe vieram chorar 
"Caminhante não há caminho, 
se faz caminho ao andar..." 

Golpe a golpe, verso a verso... 

Quando o pintassilgo não pode cantar. 
Quando o poeta é um peregrino. 
Quando de nada nos serve rezar. 
"Caminhante não há caminho, 
se faz caminho ao andar..." 

Golpe a golpe, verso a verso.

 

António Machado

Poeta andaluz

 

Num dia de chuva no Parque nacional da Peneda Gerês, Gerês, Amares, Braga

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

31 de Out de 2010, Câmara: SONY, DSLR-A350, ISO: 400, Exp.: 1/250 seg., Abertura: 5.6, Ext. focal: 18mm Flash: Não


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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Outono no Gerês: Detalhes na Mata de Albergaria

Outono no Gerês, detalhes

Detalhes no Gerês

Detalhes do Outono, Gerês

Outono no Gerês, detalhes

Outono no Gerês, detalhes

 

Detalhes do Outono na Mata de Albergaria, Parque Nacional da Penêda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Parque natural do inferno do Gerês

De noite no Gerês

 

Acreditem ou não, a noite era escura como o breu, uma noite de Outono na serra do Gerês, sem lua e nublada. A ideia era fazer uns exercícios de fotografia nocturna, fotografar as estrelas. Com um tecto de nuvens não dava mesmo, pelo que decidimos fotografar as luzinhas que se viam ao longe.

 

Tinha o White Balance regulado para dias nublados, o que por norma acrescenta algo de laranja às fotografias para contrariar a luz azul dos dias nublados. Coloquei o ISO no máximo que dá a minha SONY, 3200, programei um tempo de exposição de 30 segundos e a abertura do diafragma para o máximo,  pousei a máquina em cima do varandim do miradouro onde estávamos e o temporizador para evitar as oscilações que damos quando carregamos no botão de disparo.

 

O Resultado foi baptizado por alguém como Parque natural do inferno do Gerês.. com o ISO tão alto era inevitável que ficasse com grão.. mas não deixa de ser um bom exercício fotográfico,..e um claro exemplo daquilo que hoje em dia se consegue fazer com uma máquina fotográfica.. ainda que para mim isto já não seja bem fotografia.. porque o resultado está longe, muito longe, do que conseguíamos ver com os nossos olhos naquele lugar.

 

Já agora, uma imagem mais normal, com o white balance em auto e com iso 400, está aqui

 

 

Parque Nacional do Gerês, Amares, Braga

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

31 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 3200, Exposição: 30.0 seg., Abertura: 5.6, Extensão focal: 70mm, Flash: Não


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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Outono no Gerês: Cascata de Leonte

Leonte, Gerês

Cascata de Leonte, Gerês

Leonte, Gerês

Leonte, Gerês

Leonte, Gerês, Folhas de Carvalho

 

Num dia chuvoso do Outono a Cascata de Leonte, Parque Nacional do Gerês.

 

Gerês, Amares, Braga

Outubro de 2010

Jorge Soares


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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

As cores do Outono: Folhas

Folhas do Outono

Outono no Gerês, folhas

Folhas do Outono, Gerês

Outono a cores, folhas do Gerês

Folhas, cores do Outono

Folhas do Outono, Gerês

 

Outono no Gerês, as folhas.

 

Parque nacional do Gerês, Amares, Braga

Novembro de 2010

Jorge Soares


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O dia deu em Chuvoso

Recanto do Gerês, Mata de Albergaria

 

 

O Dia Deu em Chuvoso

 

O dia deu em chuvoso. 
A manhã, contudo, esteve bastante azul. 
O dia deu em chuvoso. 
Desde manhã eu estava um pouco triste. 

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma? 
Não sei: já ao acordar estava triste. 
O dia deu em chuvoso. 

Bem sei, a penumbra da chuva é elegante. 
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante. 
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante. 
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante? 
Dêem-me o céu azul e o sol visível. 
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim. 

Hoje quero só sossego. 
Até amaria o lar, desde que o não tivesse. 
Chego a ter sono de vontade de ter sossego. 
Não exageremos! 
Tenho efetivamente sono, sem explicação. 
O dia deu em chuvoso. 

Carinhos? Afetos? São memórias... 
É preciso ser-se criança para os ter... 
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro! 
O dia deu em chuvoso. 

Boca bonita da filha do caseiro, 
Polpa de fruta de um coração por comer... 
Quando foi isso? Não sei... 
No azul da manhã... 

O dia deu em chuvoso. 

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 


 

Mata de Albergaria, Parque nacional do Gerês, Gerês, Amares, Braga

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Nevoeiro

Neblina no gerês

 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

 

É a hora!

 

Fernando Pessoa

 

O dia acordou como os dois anteriores, farrusco e com chuva... as nuvens baixas cobriam a serra e tudo estava mais ou menos envolto na névoa. Decidi aproveitar a falta de luz e o excesso de branco no céu para experimentar uma funcionalidade da máquina... fotografia a preto e branco ....  acho que vou utilizar mais vezes... não saiu nada mal.

 

Parque natural da serra do Gerês, Gerês, Amares, Braga

Novembro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

O Cogumelo

O Cogumelo

O cogumelo no Gerês

O Cogumelo no Gerês

O Cogumelo

 

 

Num dia chuvoso do Outono em Leonte, no Parque Nacional da Serra do Gerês.

 

Outubro de 2010

Jorge Soares


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