Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

À janela

Sibenik, Croácia

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...

Mario Quintana

 

Nunca tinha visto um barco a apanhar sol à janela, mas há sempre uma primeira vez para tudo.

Sibenik, Croácia

Agosto de 2015

Jorge Soares

 


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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013

Janela

Uma janela

 

Gosto de janelas..e de reflexos, a luz do dia faz parecer que estamos a olhar para fora para o jardim, na realidade o jardim está do outro lado da rua, nas minhas costas.

 

Cáceres, Espanha

Julho de 2013

Jorge Soares

 


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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013

A arte de ser feliz

Árvore

 

A arte de ser feliz


Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

 

Cecília Meireles


Sortelha, Sabugal 

Dezembro de 2012

Jorge Soares


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Domingo, 16 de Dezembro de 2012

A alegria das coisas

Janela

 

‎"A alegria não está nas coisas, está em nós."
- Johann Goethe


Santillana del Mar

Cantábria

Agosto de 2012

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 10:19
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Quanto tempo dura o eterno?

De guarda

 

Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: As vezes apenas um segundo.
(Alice no País das Maravilhas)

Lewis Carroll


Acreditem ou não, esta fotografia foi tirada em frente a um quartel militar que está activo .... claramente foi num lugar onde se dão prioridades a outras coisas.... desejo de todo coração que seja assim para sempre ... e que os exemplos se sigam noutros locais onde há mais dificuldade em estabelecer este tipo de prioridades.

 

Cidade da Praia

Cabo Verde

Novembro de 2012

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 18:16
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto

Janela

 

 

 

Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova...

- Mario Quintana

 

Évora, Março de 2012

Jorge Soares


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Sábado, 19 de Maio de 2012

Arraiolos: A Janela

Arraiolos, Janela

 

Um livro é como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem.

Kahlil Gibran

 

 

Arraiolos, Março de 2012

Jorge Soares

 

PS:Gosta de boa música? carregue ali na barra lateral em First Class Rádio


publicado por Jorge Soares às 22:47
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Menina estás à janela ... again

Menina estás à janela ...

 

Eu gosto de janelas, fotografei muitas no Algarve... principalmente em Cabanas, isto apesar de a hora não ser a melhor, estavam praticamente todas na Sombra ou com meia sombra, e de as ruas serem muito estreitas... a esta era difícil de resistir ....

 

Cabanas, Tavira, Algarve

Fevereiro de 2012

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:30
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Aquele que olha de fora através de uma janela aberta ....

Janelas da minha cidade

 

As Janelas

Aquele que olha de fora através de uma janela aberta, não vê nunca tantas coisas quanto aquele que olha uma janela fechada. Não há objeto mais profundo, mais misterioso, mais fecundo, mais tenebroso, mais radiante do que uma janela iluminada por uma candeia. O que se pode ver à luz do sol é sempre menos interessante do que o que se passa por detrás de uma vidraça.Neste buraco negro ou luminoso vive a vida, sonha a vida, sofre a vida.

Para além do ondular dos telhados, avisto uma mulher madura, já com rugas, pobre, sempre debruçada sobre alguma coisa, e que nunca sai. Com seu rosto, com sua roupa, com seu gesto, com quase nada, refiz a história desta mulher, ou melhor, sua lenda e, por vezes, a conto a mim mesmo chorando.

Houvesse sido um pobre velho homem, teria refeito a sua com igual facilidade.

E me deito, feliz por ter vivido e sofrido em outros que não eu mesmo.

Vocês talvez me digam: "Tem certeza de que esta lenda é a verdadeira?" Que importa o que possa ser a realidade situada fora de mim, se ela me ajudou a viver, a sentir que sou e o que sou?

 

Charles Baudelaire

 

Uma Janela da minha Cidade

Setúbal, Maio de 2011

Jorge Soares


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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Com os sonhos expostos à janela

Os sonhos expostos à janela

 

É assim que tantas vezes terminam os sonhos, expostos à janela da vida, sujeitos à curiosidade de quem passa, com explicações vagas e confusas... tantas vezes erradas.... 

 

Uma janela que virou montra, algures na Baixa de Setúbal

Maio de 2011

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 00:03
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Cheguei demasiado tarde e já todos se tinham ido embora

Uma janela perdida no tempo

 

“Que dia? Que olhar?”

 

Cheguei demasiado tarde

e já todos se tinham ido embora

restavam paeis velhos, vidas mortas,

identidade, sujidade, eternidade.

 

Comeram o meu corpo e

beberam o meu sangue; e, pelo caminho, a minha biblioteca;

e escreveram a minha Obra Completa;

sobro, desapossado, eu.

 

Resta-me ver televisão,

votar, passear o cão

(a cidadania!). Prosa também podia,

e lentidão, mas algo (talvez o coração) desacertaria.

 

Pôr-me aos tiros na cara como Chamfort?

Dar em aforista ou ainda pior?

Mudar de cidade? Desabitar-me?

Posmodernizar-me? Experienciar-me?

 

Com que palavras e sem que palavras?

Os substantivos rareiam, os verbos vagueiam

por salões vazios e incendiados

entregando-se a guionistas e aparentados.

 

Cheira excessivamente a morte por aqui

como no fim de uma batalha cansada

de feridas antigas, e eu sobrevivi

do lado errado e pela razão errada.

 

“Que dia? Que olhar?”

(Beckett, “Dias felizes”)

Que feridas? Que estanda-

te? Que alheias cicatrizes?

 

Estou diante de uma porta (de uma forma)

com o – como dizer? – coração

(um sítio sem lugar, uma situação)

cheio de palavras últimas e discórdia.

 


Manuel António Pina

 

Uma fotografia de quando para mim a técnica era olhar para o que queria fotografar e carregar no botão da máquina.. 

 

Porto, Junho de 2008

Jorge Soares

 

28 de Jun de 2008, Câmara: OLYMPUS IMAGING CORP.FE-140,X-725, ISO: 80, Exp.: 1/100 seg.,Abert.: 5.3,Ext.: 15.3mm


publicado por Jorge Soares às 00:14
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

A arte de ser feliz

Janela

 

 

Houve um tempo em que minha janela 

se abria sobre uma cidade que parecia 

ser feita de giz. Perto da janela havia um 

pequeno jardim quase seco. 

Era uma época de estiagem, de terra 

esfarelada, e o jardim parecia morto. 

Mas todas as manhãs vinha um pobre 

com um balde e, em silêncio, ia atirando 

com a mão umas gotas de água sobre 

as plantas. Não era uma rega: era uma 

espécie de aspersão ritual, para que o 

jardim não morresse. E eu olhava para 

as plantas, para o homem, para as gotas 

de água que caíam de seus dedos 

magros e meu coração ficava 

completamente feliz. 

Às vezes abro a janela e encontro o 

jasmineiro em flor. Outras vezes 

encontro nuvens espessas. Avisto 

crinças que vão para a escola. Pardais 

que pulam pelo muro. Gatos que abrem 

e fecham os olhos, sonhando com 

pardais. Borboletas brancas, duas a 

duas, como refelectidas no espelho do ar. 

Marimbondos que sempre me parecem 

personagens de Lope de Vega. Às 

vezes um galo canta. Às vezes um 

avião passa. Tudo está certo, no seu 

lugar, cumprindo o seu destino. E eu me 

sinto completamente feliz. 

Mas, quando falo dessas pequenas 

felicidades certas, que estão diante de 

cada janela, uns dizem que essas coisas 

não existem, outros que só existem 

diante das minhas janelas, e outros, 

finalmente, que é preciso aprender a 

olhar, para poder vê-las assim. 

 

Cecília Meireles

 

Janela em Vila Nova de Milfontes

Junho de 2009

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 08:00
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Menina estás à janela ....

Gato à janela

Gato à Janela

Gato à janela

Gato à Janela

Gato à janela

 

Na  verdade parece mais um menino.... e como é de uma só cor.... mas dava jeito que fosse uma menina... para o titulo ....

 

Este bichinho estava à janela num fim de uma tarde muito fria no Luso.... um gatinho lindo.

 

Luso, Dezembro de 2009

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 21:19
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Janela para o Outono

Sintra, uma janela para o Outono 

Sintra, Setembro de 2009

Jorge soares


publicado por Jorge Soares às 09:16
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

JANELA VIRADA P´RO MAR

Naquela Janela.. virada para o mar 

 

Cem anos que eu viva, não posso esquecer-me 
Daquele navio que eu vi naufragar 
Na boca da barra tentando perder-me 
Daquela janela virada p´ro mar 

Sei lá quantas vezes matei o desejo 
E fui pelo mar fora com a alma a sangrar 
Levando na ideia uns lábios que invejo
E aquela janela virada p´ro mar 

Marinheiro do mar alto olha as ondas, uma a uma 
Preparando-te um assalto entre montes de alva espuma 
Por mais que elas bailem numa louca orgia 
Não trazem desejos de me torturar 
Como aquela doida que eu deixei um dia 
Naquela janela virada p´ro mar…

Se mais ainda houvesse, mais portos correra 
Lembrando-me em noites de meigo luar 
Duns olhos gaiatos que trago à espera 
Naquela janela virada p´ro mar

Mas quis o destino que o meu mastodonte 
Já velho e cansado, viesse encalhar 
Na boca da barra, e mesmo de fronte 
Daquela janela virada p´ro mar…

 

(Frederico de Brito)

 

Ponta Delgada, Açores

Agosto de 2008

 

 

Aug 20, 2008, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100,Exposição: 1/500 seg.,Abertura: 9.0, Extensão focal: 60mm

 

PS:Obrigado Rosa

 


publicado por Jorge Soares às 07:43
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Por trás daquela Janela

Por trás daquela janela, Fernando Pessoa

 

Por trás daquela janela
Cuja cortina não muda
Coloco a visão daquela
Que a alma em si mesma estuda
No desejo que a revela.

 

Não tenho falta de amor.
Quem me queira não me falta.
Mas teria outro sabor
Se isso fosse interior
Àquela janela alta.

 

Porquê? Se eu soubesse, tinha
Tudo o que desejo ter.
Amei outrora a Rainha,
E há sempre na alma minha
Um trono por preencher.

 

Sempre que posso sonhar,
Sempre que não vejo, ponho
O trono nesse lugar;
Além da cortina é o lar,
Além da janela o sonho.

 

Assim, passando, entreteço
O artifício do caminho
E um pouco de mim me esqueço
Pois mais nada à vida peço
Do que ser o seu vizinho.

 

Fernando Pessoa in Cancioneiro

 

Ponta Delgada, Açores, Agosto de 2008

 

 
Aug 20, 2008, Câmara: Sony DSLR - A350, ISO 100, Exposição: 1/80 Seg. Abertura 9.0, Extensão Focal  35 mm
 

publicado por Jorge Soares às 07:46
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

A janela

Águas Furtadas 

Ponta Delgada, São miguel, Açores


publicado por Jorge Soares às 09:38
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

A luz da janela

Janela

 

A janela de um dos moinhos de Palmela

 

Caminho dos moinhos, Palmela, Setúbal

Agosto de 2008


publicado por Jorge Soares às 14:12
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Quase simétrico

Janelas

 

Uma casa nas Asturias, Villaviciosa, Agosto 2007

 

Jorge


publicado por Jorge Soares às 21:29
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Janela

Janela

 

Largo do Leal Senado, Macau, Abril 2007

Jorge


publicado por Jorge Soares às 21:09
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