Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013

O tamanho dos seus sonhos

Pôr do sol

 

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?". Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?". O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos".


Augusto Cury


Alviães, Oliveira de Azemeis

Agosto de 2013

Jorge Soares


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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Lisboa, O Tejo, o sol e a ponte 25 de Abril

Pôr do sol sobre a ponte 25 de Abril

Pôr do Sol em Lisboa, o Tejo e a Ponte 25 de Abril

Por do sol em Lisboa, Ponte 25 de Abril

Pôr do Sol em Lisboa, o Tejo e a Ponte 25 de Abril

O tejo, o Sol e a Ponte 25 de Abril

 

Pôr do sol em Lisboa, o Rio, o sol e a Ponte

Janeiro de 2012

Jorge Soares


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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

O amor é tantas coisas

amor é

 

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

 

Fernando Pessoa


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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Contemplação

Pôr do sol em Lisboa, Cais das Colunas

Cais das colunas, Lisboa

Pôr do Sol em Lisboa

A Luz de Lisboa, Cais das colunas

Luz de Lisboa, amor no cais das colunas

 

Fim de tarde no cais das colunas, momentos de contemplação

Lisboa, Janeiro de 2012

Jorge Soares


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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Cais das colunas

Pôr do Sol em Lisboa

 

Também já ali  estive assim, só, a tentar enganar a tristeza da solidão com a quietude do rio e a beleza do pôr do Sol, foram incontáveis as vezes que a caminho do quarto onde costumava morar, me sentei ali a ver o vai vem dos barcos e o voo das gaivotas. É sem dúvida o meu lugar preferido de Lisboa.

 

Já não recordo a última vez que lá estive ou sequer lá passei, hoje fomos lá com os miúdos, havia uma enorme multidão, muitíssimos turistas e até um grupo de música brasileira... mas há coisas que não mudam, o voo as gaivotas, a serenidade do Tejo e pôr do sol magnifico.

 

Cais das Colunas, 

Lisboa, Janeiro de 2012

Jorge Soares


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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Lá muito ao longe… está a luz! Eu já a vi!

A luz

 

Lá muito ao longe… está a luz!

Eu já a vi!

E agora…

Procuro o caminho que a Ela conduz…

 

Mas afastai-vos, caridoso intento!

Saí da minha frente,

Gentes que ouvistes meu lamento!

 

Perdoai o meu tom brutal, irado…

… Mas eu não quero fazer o tema copiado!

 

Eu quero ir sozinha!

Consciente dos meus passos!

Ainda que gaste a vida em sofrimento…

Eu quero ir sozinha!...

 

Deixai-me passar!...

Deixai-me enganar e recomeçar…

Deixai-me ficar aos bocados pela estrada,

Deixai-me que procure em direcção errada,

Mas deixai-me ir sozinha!...

 

E se eu morrer antes de alcança-la,

A Luz saberá

Que eu gastei a vida a procurá-la!...

 

Maria José Rijo 

 

Pôr  do Sol em Monsaraz

Alentejo, Agosto de 2011

Jorge  Soares


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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Pensamentos em contraluz

Pôr do Sol em Monsaraz

 

Em contraluz vou perambulando

Pessoas, pensamentos, silhuetas

Com quem me cruzo e vou guardando

 

Fim da tarde; Fim do dia; Fim somente.

 

Deixem-me passar

Que tenho pressa

Deixem-me! Preciso ver

 

Ó gentes! Deixem-me correr

Enquanto há luz

Enquanto tenho esperança

 

Deixem-se sentir arrebatada

Com a luz que a minha vista alcança

 

Sombras, eu reconheço

O resto passa, e eu esqueço

 

Mas hoje, deixem-me prender às cores que me aquecem o olhar

 

Dida 

 

Prr do sol no Alentejo

Monsaraz, Julho de 2011

Jorge Soares


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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

em todas as ruas te perco

Saudades do pôr do sol .. Alviães.

 

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

 

O Pôr do sol da minha infância

Alviães, Oliveira de Azemeis

Agosto de 2011

Jorge Soares


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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

E descobrir em sonhos uma razão maior para continuar a respirar…


Pôr do Sol em Monsaraz, Alentejo

 

Poema da insónia

 

Deitou-se, o corpo dorido sobre o tapete macio do quarto.

O sono fugira-lhe por entre os dedos, como uma memória tardia.

Por um segundo, desejou ser pássaro, gaivota ou simples rouxinol, sem mais palavras que o cantar trinado das manhãs.

Porque teria que ser tudo… tão complicado?

Porquê… tantos porquês?

 

Já dizia o célebre escritor romano Públio Siro “ Ninguém pode fugir ao amor e à morte “.

 

Fechou os olhos. Divagava.

 

Não queria fugir.

Nem ficar.

Não queria estar… nem deixar de estar.

 

Que angústia, a de querer nada ser, nada sentir, nada sofrer.

Simplesmente adormecer.

E descobrir em sonhos uma razão maior para continuar a respirar…

 

Rolando Palma 

 

Pôr do Sol em Monsaraz, Julho de 2011

Jorge Soares

 

 


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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Gosto do Alentejo

Pôr do Sol em Monsaraz

 

Gosto do Alentejo  

 

Gosto menos dos campos felizes,

Exuberantes, sempre vestidos

De verdes macios…

Não recebo deles aquela inquietação

Que os campos mais tristes

Por vezes me dão!

Gosto mais do Alentejo,

Do meu!...

De Moura onde nasci,

A Beja, Santa Victória,

Onde nasceu o meu amor por ele!

Gosto do meu Alentejo – Tragédia!

Imenso, quente e nu!

Gosto da sua terra de barro

Da cor da carne viva!

Gosto de ouvir dizer

Chaparro, tarro, seara,

Almeara, restolho,

Palavras musicais

Fortes, gostosas,

Que o alentejano diz arrastando

 

Como se arrasta a saudade,

E a ansiedade da sua alma

De homem solitário,

Que tem pudor do riso

E orgulho no canto,

- Esse estranho pranto

Dos sonhos que tem sem se aperceber!...

Gosto do meu Alentejo

De Inverno frio, arrepiante,

Onde só um ventinho cante!

Gosto das suas tardes de Verão,

De calma sufocante,

Onde nem pássaros cantem

E só a cigarra cante!

Gosto da terra!

Da terra que se oferece

Ali, à luz do dia!

Dessa terra fecunda,

Como um ventre macio

Que por amor de Deus

 

Concebe o Pão – o nosso Pão,

Em toda a imensidão

Duma nudez sem pecado!

Gosto do meu Alentejo só,

Tragicamente mudo

Sob o olhar azul do céu!

Gosto de ver bailar

O silêncio mais a escuridão

Nas noites sem Luar!

E, de dia…

O que impõe o Alentejo,

O que nele me seduz,

É ver o silêncio

Mais a solidão,

A gerar o pão

Em bebedeiras de luz!...

 

Maria José Travelho Rijo

Primavera de 1955

Retirado de aqui 

 

O Sol do fim de tarde por entre as ruínas do Castelo de Monsaraz

Julho de 2011

Jorge Soares

 

 


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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Pôr do Sol na Serra da Arrábida

O sol na Arrábida

O sol na arrábida

O sol na Arrábida em Setúbal

O Sol na Arrábida em Setúbal

O Sol na Arrábida em Setúbal

O Sol na Arrábida

 

Pôr do sol na serra da Arrábida.

 

Setrúbal, Abril de 2011

Jorge Soares


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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Alentejo

Alentejo, Cabo Sardão

Alentejo, Cabo Sardão

Alentejo, Zambujeira do Mar

Alentejo

Alentejo, Zambujeira do Mar

 

Há um ano a Páscoa foi mais cedo.... mais ou menos por estes dias o pôr do Sol no Alentejo era assim.... o que vale é que este ano há mais.. que o que é bom é para se repetir.

 

Zambujeira do Mar

Alentejo

Abril de 2011

Jorge Soares


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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Anoitece

Pôr do sol em Cabo Verde

 

"Anoitece...

É tarde !...e quando anoitece
Cai o silêncio na Ria
Ressurge quando amanhece
Com aves em cantoria

Em noites maravilhosas
Com brisas de maresia
Medito trechos em prosa
Num quadro de Poesia

Adormeço ao som do mar
Durmo deitado na areia
Num sonho de Amor Primeiro

Na esperança de te encotrar
Neste meu leito de areia
Que é cama de Marinheiro"
 
João Severino
 
Pôr do Sol em Cabo Verde (João, era melhor uma imagem da ria formosa... mas não tenho nenhuma)
Fevereiro de 2010
jorge Soares

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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Saudade

Flores em Cabo Verde

 

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

 

Charles Chaplin

 

Praia, Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

Há um ano foi assim, Pôr do sol em Cabo Verde

Pôr do Sol em Cabo Verde

Pôr do sol em Cabo Verde

Pôr do sol em Cabo Verde

Pôr do Sol em Cabo verde

Pôr do Sol em Cabo Verde

 

Pôr do Sol em Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Siempre es conmovedor el ocaso

pôr do sol na serra da estrela

 

Atardecer

 

siempre es conmovedor el ocaso
por indigente o charro que sea,
pero mas conmovedor todavia,
es aquel brillo desesperado y final
que arrumbra la llanura,
cuando el sol ultimo se ha hundido,
nos duele sostener esa luz tirante y distinta,
esa alusinacion que impone al espacio
el unanime miedo a la sombra
y que cesa de golpe cuando notamos su falsía
como cesan los sueños cuando sabemos que soñamos.

 

Jorge Luís Borges

 

Ouvir aqui

 

Pôr do sol na Serra da Estrela

Dezembro de 2010

Jorge Soares


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Triste como um pôr de sol

O ocaso na serra da estrela

 

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

 

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

 

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

 

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

 

 

Fernando Pessoa in O Guardador de rebanhos

 

Pôr do Sol na Serra da Estrela

Dezembro de 2010

Jorge Soares

 

26 de Dez de 2010, Câmara: SONY, DSLR-A350,ISO: 100, Exp.: 1/100 seg., Abertura: 9.0 Ext focal: 45mm,Flash: Não


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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

A lenda da Serra da Estrela

Pôr do sol na serra da estrela

 

Era uma vez um jovem pastor que vivia numa longínqua aldeia. Por único amigo tinha um cachorrinho, que nas longas noites de solidão se deitava a seus pés sem esperar nenhum gesto, nenhuma palavra. Sofria este pastor de uma estranha inquietação: cismava alcançar uma Serra enorme que via muito ao longe, as terras que existiam para lá da muralha rochosa que constituía o seu horizonte desde que nascera. E muitas noites passava em claro, meditando nesse seu desejo infindável.

 

Certa noite em que se julgava acordado, sonhou que uma estrela descia até a si e lhe segredava que o guiaria até ao objecto dos seus desejos.

Acordou o pastor mais inquieto e angustiado que nunca, e procurou no céu a verdade do que sonhara. Lá estavam todas as estrelas iguais a si mesmas, imutáveis e eternas aparentemente. Mas estava também uma que lhe pareceu diferente, a mais sua. Passavam-se os dias e o desejo do pastor aumentava, fazia doer-lhe o corpo, ardia-lhe febril na cabeça. De noite, todas as noites, procurava no céu a sua estrela diferente. E em sonhos ela aparecia-lhe muitas vezes desafiando-o, desafiando-lhe sempre a vontade. Mas a vontade por vezes é tão difícil!!

 

Uma noite, num ímpeto, decidiu-se. Arrumou tudo o que tinha e era nada, chamou o cão e partiu. Ao passar pela aldeia o cão ladrou e os velhos souberam que ele ia partir. Abanaram a cabeça ante a loucura do que assim partia à procura da fome, do frio, da morte. Mas o pastor levava consigo toda a riqueza que tinha: a fé, a vida e uma estrela.

 

E o pastor caminhou tantos anos que o cão envelheceu e não aguentou a caminhada. Morreu uma noite, nos caminhos, e foi enterrado à beira da estrada que fora de ambos. Só com a sua estrela, agora, o pastor continuou a caminhar, sempre com a serra adiante, e à medida que caminhava a serra ia sempre ali, no mesmo sítio e à mesma distância. Passou todas as fomes e frios que os velhos lhe tinham vaticinado.

 

Atravessou rios, galgou campos verdes e campos ressequidos, caminhou sobre rochedos escarpados, passou dentro de cidades cheias de muros e gente, mas a montanha dos seus desejos nunca a baniu do coração. Por fim, já velho alcançou a muralha escarpada que desde a infância o chamava. Subiu até ao mais alto da serra e ali pôde então largar o desejo do seu coração, agora em paz e sem desejo.

 

O horizonte era vasto, tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor que mais parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de silêncio.

 

Instalou-se o velho pastor e a sua estrela com ele, no céu.

 

O rei do mundo, porém, ouviu falar naquele velho pastor e na sua estrela fantástica. Mandou emissários à serra: todas as riquezas do mundo daria ao pastor em troca da sua pequena estrela.

 

O pastor ouviu com atenção o que lhe mandava dizer o rei. Depois, olhou em volta. Tudo eram pedras e rochedos. Uma côdea de pão negro e uma gamela de leite as suas refeições. A sua distracção a paisagem "infindamente" igual e diferente do mundo lá em cima. A sua única amiga, a estrela.

Suavemente, como quem sabe o segredo das palavras e o valor de todos os bens possíveis, virou-se para os emissários do rei do mundo e rejeitou todos os tesouros da terra, escolhendo a pequenez da sua estrela.

 

Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam também entre as outras, pelo que o velho lhes contava em certas noites.

 

E desde então a serra passou a chamar-se, para sempre Serra da Estrela".

 

Retirado de:http://sweet.ua.pt/~deus/seia/lendaserra.html

 

pôr do sol na  Serra da Estrela

Dezembro de 2010

Jorge Soares


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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Não partas Já

pôr do Sol no jardim da Algodeia, Setúbal

 

Não partas já. Fica até onde a noite se dobra
para o lado da cama e o silêncio recorta
as margens do tempo. É aí que os livros
começam devagar e as cores nos cegam
e as mãos fazem de norte na viagem. Parte apenas
quando amanhã se ferir nos espelhos do quarto
em estilhaços de luz; e um feixe de poeiras
rasgar as janelas como uma ave desabrida.
Alguém murmurará então o teu nome, vagamente,
como a gastar os dedos na derradeira página.
E então, sim, parte, para que outra história se
invente mais tarde, quando os pássaros gritarem
à primeira lua e os gatos se deitarem sobre
o muro, de olhos acesos, fingindo que perguntam.

Maria do Rosário Pedreira

Retirado do Há Vida em Marta

 

Pôr do Sol em Setúbal, visto desde o Jardim da Algodeia

Novembro de 2010

Jorge Soares

 


20 de Nov de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100, Exp.: 1/125 seg., Abertura: 10.0, Ext.: 20mm, Flash: Não


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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Dois horizontes

Pôr do Sol em Cabo verde

 

Dois Horizontes

 

Um horizonte, — a saudade 
Do que não há de voltar; 
Outro horizonte, — a esperança 
Dos tempos que hão de chegar; 
No presente, — sempre escuro,— 
Vive a alma ambiciosa 
Na ilusão voluptuosa 
Do passado e do futuro. 

Os doces brincos da infância 
Sob as asas maternais, 
O vôo das andorinhas, 
A onda viva e os rosais; 
O gozo do amor, sonhado 
Num olhar profundo e ardente, 
Tal é na hora presente 
O horizonte do passado. 

Ou ambição de grandeza 
Que no espírito calou, 
Desejo de amor sincero 
Que o coração não gozou; 
Ou um viver calmo e puro 
À alma convalescente, 
Tal é na hora presente 
O horizonte do futuro. 

No breve correr dos dias 
Sob o azul do céu, — tais são 
Limites no mar da vida: 
Saudade ou aspiração; 
Ao nosso espírito ardente, 
Na avidez do bem sonhado, 
Nunca o presente é passado, 
Nunca o futuro é presente. 

Que cismas, homem? – Perdido 
No mar das recordações, 
Escuto um eco sentido 
Das passadas ilusões. 
Que buscas, homem? – Procuro, 
Através da imensidade, 
Ler a doce realidade 
Das ilusões do futuro. 

Dois horizontes fecham nossa vida.

 

(Machado de Assis, in "Crisálidas")

 

Pôr do sol em Cabo verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

Regras de sensatez

Praia, Cabo Verde

 

 

"Nunca voltes ao lugar
onde já foste feliz
por muito que o coração diga
não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
onde ardes-te de paixão
só encontrarás erva rasa
por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
será como no passado
não queiras reancender
um lume já apagado
São as regras da sensatez
vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
que te crie a saudade
não mates a recordação
que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
onde o arco - irís se pôs
só encontrarás a cinza
que dá na garganta nós.
São as regras da sensatez
vais sair a dizer que desta é de vez"

 

Rui Veloso

 

Ouvir aqui

Pôr do sol na cidade da Praia, Cabo Verde
Fevereiro de 2010
Jorge Soares

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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

É dificil

pôr do sol em Alviães

 

É dificil

 

Hoje acordei, e senti-me sozinho
Um barco sem vela, um corpo sem ritmo
Amanheci e vesti-me de preto
Um gesto cansado um olhar no deserto

Quando todos vão dormir
É mais fácil desistir
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar

Eu não quero ser
A luz que já não sou
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou
Eu não quero ser
As lágrimas que vês
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés

Adormeci, sem te ter a meu lado
Um corpo sem alma, guitarra sem fado
Um sonho na noite e olhei-me ao espelho
Umas mãos de criança num rosto de velho

Quando todos vão dormir
É mais fácil desistir
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar

Eu não quero ser
A luz que já não sou
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou
Eu não quero ser
As lágrimas que vês
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés

 

Pedro Abrunhosa

 

O Pôr do sol da minha infância... o tempo passa, tudo passa, a natureza continua ali...

Alviães, Palmaz, Oliveira de Azemeis, Aveiro

Agosto de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 13 de Julho de 2010

A Noite na Ilha

 

Pôr do Sol em Cabo Verde

 

 

A Noite na ilha

 

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha. 
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, 
entre o fogo e a água. 
Talvez bem tarde nossos 
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
em baixo como raízes vermelhas que se tocam. 
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado 
e teus olhos buscavam o que agora - pão, 
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, 
porque tu és a taça que só esperava 
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira, 
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, 
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura. 
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca 
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida, 
e recebi teu beijo molhado pela aurora 
como se me chegasse do mar que nos rodeia.

 

Pablo Neruda

 

Pôr do sol em Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Alentejo também é mar: Pôr do sol no Cabo Sardão

pôr do Sol no Alentejo

pôr do sol no cabo Sardão

pôr do Sol no Cabo Sardão, Cegonha

Pôr do sol no Cabo Sardão

 

Pôr do Sol no Cabo Sardão

Zambujeira do Mar, Odemira, Alentejo

Abril de 2010

Jorge Soares


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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Bendito seja o mesmo sol de outras terras

Pôr do Sol na praiinha

 

Bendito seja o mesmo sol de outras terras 
Que faz meus irmãos todos os homens 
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham 
como eu, 
E, nesse puro momento 
Todo limpo e sensível 
Regressam lacrimosamente 
E com um suspiro que mal sentem 
Ao homem verdadeiro e primitivo 
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava. 
Porque isso é natural — mais natural 
Que adorar o ouro e Deus 
E a arte e a moral ... 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXVIII"

 

Pôr do sol na prainha, Praia, Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

No entardecer dos dias de Verão

No entardecer dos dias de Verão

 

"No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa
Mas as árvores permanecem imóveis

Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!

Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ... "

Fernando Pessoa

 

Jorge Soares


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Sábado, 15 de Maio de 2010

Pôr do sol sereno em Cabo Verde

Pôr do Sol na Praia, Cabo Verde

pôr do Sol na Praia, Cabo Verde

pôr do Sol na praia

pôr do sol na Praia, Cabo Verde

 

O Põr do sol desde a Praiinha

Cidade da Praia, Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares


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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Pôr do Sol na Zambujeira do Mar

Zambujeira do Mar, Pôr do sol

Pôr do sol na Zambujeira do Mar

Pôr do Sol na Zambujeira do mar

Pôr do Sol na Zambujeira do Mar

Pôr do Sol na Zambujeira do Mar

 

Pôr do Sol na Zambujeira do Mar

 

Zambujeira do mar, Odemira

Abril de 2010

 

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 15:15
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

....Não fales palavras vãs.

 

Não digas ....

 

Não digas onde acaba o dia.

Onde começa a noite.

Não fales palavras vãs.

As palavras do mundo.

Não digas onde começa a Terra,

Onde termina o céu.

Não digas até onde és tu.

Não digas desde onde é Deus.

Não fales palavras vãs.

Desfaz-te da vaidade triste de falar.

Pensa, completamente silencioso.

Até a glória de ficar silencioso,

Sem pensar.

 

Cecilia Meireles in Cânticos

 

Pôr do sol em Cabo Verde

Fevereiro de 2010

Jorge Soares

 


publicado por Jorge Soares às 08:00
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Terça-feira, 16 de Março de 2010

Ao longe o mar

 Ao longe o mar

 

Ao longe o mar

 

Porto calmo de abrigo

De um futuro maior

Inda não está perdido

No presente temor

 

Não faz muito sentido

Já não esperar o melhor

Vem da névoa saindo

A promessa anterior

 

Quando avistei

Ao longe o mar

Ali fiquei

Parada a olhar

 

Sim, eu canto a vontade

Canto o teu despertar

E abraçando a saudade

Canto o tempo a passar

 

Quando avistei

Ao longe o mar

Ali fiquei

Parada a olhar

 

Quando avistei

Ao longe o mar

Sem querer deixei-me

Ali ficar

 

Madredeus

 

Pôr do Sol em Agua de Pau, São Miguel, Açores

Agosto de 2008

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 08:00
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