Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

O amor é lindo

Qualquer lugar é bom

 

Sabem uma coisa, não me lembro de ter reparado nos detalhes quando tirei a fotografia.. havia um mar de flores e eu  fui escolhendo.

 

Digam lá que a Primavera é linda.. e o amor também.

 

Setúbal

Abril de 2011

Jorge Soares


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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Orgasmo

Dia de Inverno no planalto da Serra da Estrela

 

ORGASMO


Deixa que eu te descubra, anónima paisagem,
Corpo de virgem que não amo ainda!
Fauno das fragas e dos horizontes,
Sonho contigo sem te conhecer…
Sonho contigo nua, a pertencer
Ao silêncio devasso e à solidão!
Num pesadelo, vejo amanhecer
O sol e o vento no teu coração!


E é um ciúme de Otelo que me rói!
Só eu não posso acarinhar a sombra
Do teu rosto velado!
Só eu vivo afastado
Dos teus encantos!
E são tantos
E tais!
Que eu não posso, paisagem,
Esperar mais!

 

Miguel Torga

 

Para quem se queixou do titulo do post do outro dia... ora, aqui está um titulo quente para uma paisagem bela mas muito fria.

 

Neve no planalto central da Serra da Estrela

 

Dezembro de 2010

Jorge Soares

 

26 de Dez de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100, Exp.: 1/160 seg., Abert.: 13.0, Ext.: 55mm,Flash: Não


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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

A dança

A dança das libelinhas

A dança das libelinhas

A dança das libelinhas

A dança das libelinhas

A dança das libelinhas

 

A dança das libelinhas

Portalegre

Agosto de 2010

Jorge Soares


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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

SONETO (DES)PEJADO

Sexo?

 

Num capote embrulhado, ao pé de Armia,
Que tinha perto a mãe o chá fazendo,
Na linda mão lhe fui (oh céus) metendo
O meu caralho, que de amor fervia:

Entre o susto, entre o pejo a moça ardia;
E eu solapado os beijos remordendo,
Pela fisga da saia a mão crescendo
A chamada sacana lhe fazia:

Entra a vir-se a menina... Ah! que vergonha!
"Que tens?" — lhe diz a mãe sobressaltada:
Não pode ela encobrir na mão langonha:

Sufocada ficou, a mãe corada:
Finda a partida, e mais do que medonha
A noite começou de bofetada.

 

Barbosa du Bocage

 

Detalhes da natureza

Maio dew 2010

Jorge Soares


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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Libelinhas

Libelinhas

Libelinhas em acto sexual

Libelinhas

Libelinha

Libelinha

 

Libelinhas no Jardim da Algodeia

Setúbal

Maio de 2010

Jorge Soares


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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Até os bichinhos gostam!

Até os bichinhos gostam

Flores nas dunas.. bichinhos no acto

Flores das dunas

Bichinhos na flor...

 

Praia da Ilha do Pessegueiro

Odemira, Alentejo

Maio de 2010


publicado por Jorge Soares às 14:53
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Love is in the air

Love is in the air

Moscardos, primavera em Setúbal

Moscardos, sexo no ar

Sexo nas flores

 

A Primavera chegou mesmo.

 

Setúbal, Março de 2010


publicado por Jorge Soares às 18:58
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Terça-feira, 9 de Março de 2010

Mulher da vida

Mulher da vida

 

 

 Mulher da Vida, minha Irmã.

 

De todos os tempos. 

De todos os povos. 

De todas as latitudes. 

Ela vem do fundo imemorial das idades e 

carrega a carga pesada dos mais 

torpes sinônimos, 

apelidos e apodos: 

Mulher da zona, 

Mulher da rua, 

Mulher perdida, 

Mulher à-toa.

 

Mulher da Vida, minha irmã.

 

Pisadas, espezinhadas, ameaçadas. 

Desprotegidas e exploradas. 

Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito. 

Necessárias fisiologicamente. 

Indestrutíveis. 

Sobreviventes. 

Possuídas e infamadas sempre por 

aqueles que um dia as lançaram na vida. 

Marcadas. Contaminadas, 

Escorchadas. Discriminadas.

 

Nenhum direito lhes assiste. 

Nenhum estatuto ou norma as protege. 

Sobrevivem como erva cativa dos caminhos, 

pisadas, maltratadas e renascidas.

 

Flor sombria, sementeira espinhal  

gerada nos viveiros da miséria, da 

pobreza e do abandono, 

enraizada em todos os quadrantes da Terra.

 

Um dia, numa cidade longínqua, essa  

mulher corria perseguida pelos homens que 

a tinham maculado. Aflita, ouvindo o  

tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras, 

ela encontrou-se com a Justiça.

 

A Justiça estendeu sua destra poderosa e

lançou o repto milenar: 

“Aquele que estiver sem pecado 

atire a primeira pedra”.

 

As pedras caíram 

e os cobradores deram s costas.

 

O Justo falou então a palavra de eqüidade:

“Ninguém te condenou, mulher...  

nem eu te condeno”.

 

A Justiça pesou a falta pelo peso 

do sacrifício e este excedeu àquela. 

Vilipendiada, esmagada. 

Possuída e enxovalhada, 

ela é a muralha que há milênios detém 

as urgências brutais do homem para que  

na sociedade possam coexistir a inocência, 

a castidade e a virtude.

 

Na fragilidade de sua carne maculada 

esbarra a exigência impiedosa do macho.

 

Sem cobertura de leis 

e sem proteção legal,  

ela atravessa a vida ultrajada 

e imprescindível, pisoteada, explorada,  

nem a sociedade a dispensa 

nem lhe reconhece direitos 

nem lhe dá proteção. 

E quem já alcançou o ideal dessa mulher,

que um homem a tome pela mão,  

a levante, e diga: minha companheira.

 

Mulher da Vida, minha irmã.

 

No fim dos tempos. 

No dia da Grande Justiça 

do Grande Juiz. 

Serás remida e lavada 

de toda condenação.

 

E o juiz da Grande Justiça 

a vestirá de branco em 

novo batismo de purificação. 

Limpará as máculas de sua vida 

humilhada e sacrificada 

para que a Família Humana 

possa subsistir sempre, 

estrutura sólida e indestrurível 

da sociedade, 

de todos os povos, 

de todos os tempos.

 

Mulher da Vida, minha irmã.

 

Cora Coralina

 

Jorge Soares


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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Bairro do Oriente

TRavessa das donzelas ... é em Setúbal

 

Tenho à janela

Uma velha cornucópia

Cheia de alfazema

E orquídeas da etiópia

 

Tenho um transistor ao pé da cama

Com sons de harpas e oboés

E cantigas de outras terras

Que percorri de lés-a-lés

 

Tenho uma lamparina

Que trouxe das arábias

Para te amar à luz do azeite

Num kama-sutra de noites sábias

 

Tenho junto ao psyché

Um grande cachimbo d'água

Que sentados no canapé

Fumamos ao cair da mágoa

 

Tenho um astrolábio

Que me deram beduínos

Para medir no firmamento

Os teus olhos astralinos

 

Vem vem à minha casa

Rebolar na cama e no jardim

Acender a ignomínia

E a má língua do código pasquim

Que nos condena numa alínea

A ter sexo de querubim

 

 

Rui Veloso

Podem ouvir aqui

 

Setúbal

Março de 2009

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 08:00
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

O Ultimo Sortilégio

 Borboletas

 

Converta-me a minha última magia 
Numa estátua de mim em corpo vivo ! 
Mor4ra quem sou, mas quem me fiz e havia, 
Anônima presença que se beija, 
Carne do meu abstrato amor cativo, 
Seja a morte de mim em que revivo : 
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja !"

 

Fernando Pessoa in O Ultimo Sortilégio

 

Num dos meus passeios por aqui à volta, num dia cinzento de Outono reparei neste par de bichinhos.

 

 

Setúbal, Novembro de 2009

Jorge Soares


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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Delicada relação

Borboleta na flor de dente de leão 

 

Se é doce no recente, ameno Estio
Ver toucar-se a manhã de etéreas flores,
E, lambendoas areias e os verdores,
Mole e queixoso deslizar-seo rio;
 
Se é doce o inocente desafio
Ouvirem-seos voláteis amadores,
Seus versos modulando e seus ardores
Dentre os aromas de pomar sombrio;
 
Se é doce mares, céus ver anilados
Pela quadra gentil, de Amor querida,
Que esperta os corações, floreia os prados,
 
Mais doce é ver-te de meus ais vencida,
Dar-me teus brandos olhos desmaiados
Morte, morte de amor, melhor que a vida.
 
Bocage: Vida e Sexo
 
Setúbal, Fevereiro de 2009
Jorge Soares
Feb 24, 2009, Câmara: SONY , Modelo: DSLR-A350, ISO: 100, Exposição: 1/400 seg., Abertura: 5.6, Extensão focal: 200mm


publicado por Jorge Soares às 08:48
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

A Valsinha das libelinhas

Libelinhas

 

Valsinha

 

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais 
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.

 

Vinicius de Moraes – Chico Buarque

 

Libelinhas no Jardim da Algodeia, Setúbal

Setembro de 2009

Jorge Soares


publicado por Jorge Soares às 08:05
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Domingo, 2 de Agosto de 2009

ROSA E SEDUÇÃO

Rosa e sedução 

ROSA E SEDUÇÃO


Luz que invade, fascinante olhar.

Vertiginoso a provocar até os quasares

Brilho que me transporta a tantos lugares

Á socapa chega de manso só para me amar

Eu atravesso as nebulosas para o encontrar

Ah! Paixão em teus olhos castanhos fui me perder

Estou louca de desejo, só penso em me atrever.

E em outros beijos cedo-lhe minha alma

Rubra aura, inquieta, afoita, sem calma.

Rosa vermelha, a flor do teu prazer!


Meu destino é ser fonte de perfumes

Cheiro estonteante que muito cativa

Faz o poeta perder a rima e à deriva

Curva-se e expõe aquele divino lume

Que me veste com um manto e presume

Ser dele o idílio, a rainha, toda a inspiração.

Alcanço a eternidade no pulsar do coração

E na maciez de minha pele aveludada

Faço-o repousar até que ânsia seja aguçada

Em outros versos então ele expõe a sedução!

 

Tânia Mara Camargo

 

Abril de 2009

Jorge Soares

Apr 4, 2009, Câmara: SONY , Modelo: DSLR-A350, ISO: 250, Exposição: 1/320 seg., Abertura: 5.6, Extensão focal: 200mm


publicado por Jorge Soares às 20:08
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Roseira Brava

Rosa brava 

 

Há nos teus olhos um tal fulgor

E no teu riso tanta claridade,

Que o lembrar-me de ti é ter saudade

Duma roseira brava toda em flor.

 

Tuas mãos foram feitas para a dor,

Para os gestos de doçura e piedade;

E os teus beijos de sonho e de ansiedade

São como a alma a arder do próprio Amor!

 

Nasci envolta em trajes de mendiga;

E, ao dares-me o teu amor de maravilha,

Deste-me o manto de oiro de rainha!

 

Tua irmã…teu amor…e tua amiga…

E também, toda em flor, a tua filha,

Minha roseira brava que é só minha!…

 

Florbela Espanca - Reliquiae

 

Setúbal, Abril de 2009

Jorge Soares

 

Apr 19, 2009, Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 100,Exposição: 1/500 seg.,Abertura: 6.3,Extensão focal: 180mm

 


publicado por Jorge Soares às 16:59
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Sábado, 25 de Julho de 2009

De Vermelho:Resistir às pétalas húmidas, quem?

Rosa vermelha 

DE VERMELHO

Espaço intocado entre terra e céu
Guardado numa massa corpórea
Possui alma, flor oculta ao léu
Oriunda do éden, fantasia etérea

Abaixo da cintura rosa sem candura
Vibra ao imaginar-se desejada
Exalando inebriante odor, tão pura...
E as falenas voam encantadas

Jardim das maravilhas no além
A ser desbravado por alguém
Atrevido ou em mesuras e galanteios

Resistir às pétalas úmidas, quem?
Tão núbil, graça que outra não tem
Vestida de vermelho, bombom e recheio!

 

Tânia Mara Camargo

 

Abril de 2009

Jorge Soares

 

Apr 4, 2009, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exposição: 1/125 seg., Abertura: 5.6, Extensão focal: 100mm, Flash utilizado: Sim


publicado por Jorge Soares às 14:32
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Ilusão perdida

 A espera

 

Florida ilusão que em mim deixaste 
a lentidão duma inquietude 
vibrando em meu sentir tu juntaste 
todos os sonhos da minha juventude. 

Depois dum amargor tu afastaste-te, 
e a princípio não percebi. Tu partiras 
tal como chegaste uma tarde 
para alentar meu coração mergulhado 

na profundidade dum desencanto. 
Depois perfumaste-te com meu pranto, 
fiz-te doçura do meu coração, 

agora tens aridez de nó, 
um novo desencanto, árvore nua 
que amanhã se tornará germinação. 

Pablo Neruda, in 'Cadernos de Temuco' 
Tradução de Albano Martins

 

 

 
Setúbal

Março de 2009

 

Jorge Soares

 

Mar 21, 2009,Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 100,Exposição: 1/320 seg.,Abertura: 9.0Extensão focal: 55mm

 


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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Salomé

Libelinhas, corpos unidos 

Insónia rôxa. A luz a virgular-se em mêdo, 
Luz morta de luar, mais Alma do que a lua... 
Ela dança, ela range. A carne, alcool de nua, 
Alastra-se pra mim num espasmo de segrêdo... 

Tudo é capricho ao seu redór, em sombras fátuas... 
O arôma endoideceu, upou-se em côr, quebrou... 
Tenho frio... Alabastro!... A minh'Alma parou... 
E o seu corpo resvala a projectar estátuas... 

Ela chama-me em Iris. Nimba-se a perder-me, 
Golfa-me os seios nus, ecôa-me em quebranto... 
Timbres, elmos, punhais... A doida quer morrer-me: 

Mordoura-se a chorar--ha sexos no seu pranto... 
Ergo-me em som, oscilo, e parto, e vou arder-me 
Na bôca imperial que humanisou um Santo... 

 

Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'

 

Oct 19, 2008, Câmara: SONY , Modelo: DSLR-A350, ISO: 100, Exposição: 1/500 seg.,Abertura: 5.6 Extensão focal: 200mm
 
Libelinas em Setúbal
Outubro de 2009


publicado por Jorge Soares às 01:02
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Gata Irlandesa

Gata de Carrigaline

Gata Irlandesa

Uma gata da Irlanda

Gata de Carrigaline, Irlanda

Gata 

Não sei o que chamava a sua atenção, ela estava ali, parecia que esperava algo, eu bem tentei que ela olhasse para mim...  não me ligava nenhuma... ou isso, ou eu não sei falar  Irlandês.

 

É linda a bichaninha

Gata Irlandesa

Carrigaline, Cork, Irlanda.

Abril de 2009


publicado por Jorge Soares às 16:51
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Vem, eu estou aqui!

Borboleta

 

Borboletas

 

Borboletas

 

Ela(?) chegou primeiro, escolheu um leito de flores e deitou-se, ele(?) veio depois, olhou para ela e não resistiu. Amor entre as flores.

 

Setúbal, Outubro de 2008


publicado por Jorge Soares às 13:23
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Sexo? 2

Ritual de acasalamento

 

Os orifícios externos do aparelho reprodutor situam-se, em ambos os sexos, perto da extremidade do abdómen. Mas, vá-se lá saber porquê, o órgão copulador dos machos está localizado bem mais acima, já perto do tórax. Esta circunstância conduziu ao desenvolvimento de um estranho ritual de acasalamento. O macho começa por encurvar o abdómen para baixo de forma a fazer contactar o poro genital situado perto da extremidade com um reservatório seminal anexo ao órgão copulador, transferindo para aí os seus espermatozóides. Por vezes, antes desta autêntica “auto-fecundação” o macho já agarrou a fêmea atrás da cabeça utilizando para isso os apêndices terminais do abdómen.

 

Esta sujeição da fêmea pelo macho pode prolongar-se por várias horas, em repouso ou em voo, até que finalmente a fêmea encurva também o seu abdómen até colocar a extremidade contra o órgão copulador masculino. Esta derradeira conjugação dos dois parceiros em forma de coração dura apenas alguns minutos, o suficiente no entanto para assegurar a fecundação dos óvulos

 

De onde concluímos que o macho é o azul!

 

Jardim da Algodeia, Setúbal

Outubro de 2008


publicado por Jorge Soares às 11:20
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Sexo?

Sexo

 

Ontem conversava com a amiga Flor sobre esta imagem, e ficou a duvida, qual será o macho?

 

Jardim da Algodeia, Setúbal

Outubro de 2008


publicado por Jorge Soares às 09:35
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