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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Sou um palhaço pobre

Sou um palhaço pobre

 

Sou um palhaço pobre

De alma e coração

Salto

Tropeço

Arremesso

Como à mão

Faço mil diabruras sem ter onde cair

 

E mesmo quando salto...

E mesmo se tropeço...

De que vale lamentar meu coração a partir?

 

Sou um palhaço pobre!

Só me importa o teu sorrir!

 

Buster Keaton  

 

Fotografia tirada na rua do Chiado em Novembro de 2008

Jorge Soares

Vermelho:Com rubras cores, faz-se poesia

Vermelho

 

Com rubras cores, faz-se poesia.

Quero o vermelho do olho que chora,
Da boca , das paixões irracionais
Dessas incontroláveis paixões que dilatam as veias...

Escrevo como os amantes e suas rosas
E como os agredidos e seus hematomas.

Minha poesia e vermelha,
Tem a cor dos fogos
E do urucun...

Menstruo palavras geradas no ventre dos sentimentos;
Lambuzo o papel com o que pulsa
E viaja pelas artérias.

Faço versos como quem doa:
Sento na escrivaninha de mim
E me espremo o coração.

Cada letra que pinga da caneta
E um gota de sangue
Transformada em tinta.

Depois me salvo
Pela transfusão de amores
Que gotejam
Na bolsa de sílabas coradas...

{Samantha Medina}

Gato que brincas na rua

Gato

 

Gato que brincas na rua  

Como se fosse na cama,  
Invejo a sorte que é tua  
Porque nem sorte se chama.

 

 

Bom servo das leis fatais  
Que regem pedras e gentes,  
Que tens instintos gerais  
E sentes só o que sentes.

 

És feliz porque és assim,  
Todo o nada que és é teu.  
Eu vejo-me e estou sem mim,  
Conheço-me e não sou eu. 

 

Fernando Pessoa

 

Poema da Flor Proibida

Poema da flor proibida
 
 
Por detrás de cada flor
há um homem de chapéu de coco e sobrolho carregado.
 
Podia estar à frente ou estar ao lado,
mas não, está colocado
exactamente por detrás da flor.
Também não está escondido nem dissimulado,
está dignamente especado
por detrás da flor.
 
Abro as narinas para respirar
o perfume da flor,
não de repente
(é claro) mas devagar,
a pouco e pouco,
com os olhos postos no chapéu de coco.
 
Ele ama-me. Defende-me com os seus carinhos,
protege-me com o seu amor.
Ele sabe que a flor pode ter espinhos,
ou tem mesmo,
ou já teve,
ou pode vir a ter,
e fica triste se me vê sofrer.
 
Transmito um pensamento à flor
sem mover a cabeça e sem a olhar
De repente,
como um cão cínico arreganho o dente
e engulo-a sem mastigar.
 
 
 
António Gedeão
Obra Poética
Edições João Sá da Costa 
 
2001 
 

 

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