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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

A Mulher

 

Mulher - Florbela espanca

 

A mulher

 

Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem 
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!

 

Florbela Espanca

 

Setúbal

Março de 2010

 

Jorge Soares

Estava sol!!!!!!

Chegou o sol à figueirinha

Praia da figueirinha

Dia de sol na Figueirinha

Dia de sol na praia da figueirinha

Pessoas na praia da Figueirinha

Hospital e Farol do Outão

 

Primeiro fim de semana com sol em muito tempo, estava um ventinho frio, mas estava sol.... e a malta aproveitou a praia.... as saudades eram mesmo muitas. Agora é que reparei que estão todos a olhar para o mesmo lado....  o que viam era o Hospital e o farol do Outão... que é o está na ultima imagem... ou isso, ou estava a passar algum barco.

 

Praia da Figueirinha, Setúbal

Março de 2010

Jorge Soares

Setúbal

Setúbal

 

 

No teu poema 
existe um verso em branco e sem medida, 
um corpo que respira, um céu aberto, 
janela debruçada para a vida. 
No teu poema existe a dor calada lá no fundo, 
o passo da coragem em casa escura 
e, aberta, uma varanda para o mundo. 
Existe a noite, 
o riso e a voz refeita à luz do dia, 
a festa da Senhora da Agonia 
e o cansaço 
do corpo que adormece em cama fria. 
Existe um rio, 
a sina de quem nasce fraco ou forte, 
o risco, a raiva e a luta de quem cai 
ou que resiste, 
que vence ou adormece antes da morte. 
No teu poema 
existe o grito e o eco da metralha, 
a dor que sei de cor mas não recito 
e os sonhos inquietos de quem falha. 
No teu poema 
existe um cantochão alentejano, 
a rua e o pregão de uma varina 
e um barco assoprado a todo o pano. 
Existe um rio 
a sina de quem nasce fraco ou forte, 
o risco, a raiva e a luta de quem cai 
ou que resiste, 
que vence ou adormece antes da morte. 
No teu poema 
existe a esperança acesa atrás do muro, 
existe tudo o mais que ainda escapa 
e um verso em branco à espera de futuro.

 

Carlos do Carmo

 

Setúbal, Março de 2010

Jorge Soares

Tristeza

Solidão e tristeza

 

Tristeza

 

 

Falo-me em versos tristes,
Entrego-me a versos cheios
De névoa e de luar;
E esses meus versos tristes
São ténues, céleres veios
Que esse vago luar
Se deixa pratear.

Sou alma em tristes cantos,
Tão tristes como as águas
Que uma castelã vê
Perderem-se em recantos
Que ela em soslaio, de pé,
No seu castelo de prantos
Perenemente vê...
Assim as minhas mágoas não domo
Cantam-me não sei como
E eu canto-as não sei porquê.

 

Fernando Pessoa

 

Jorge Soares

Uma após uma as ondas apressadas

Uma após uma as ondas

 

 

Uma Após Uma


Uma após uma as ondas apressadas

Enrolam o seu verde movimento

E chiam a alva 'spuma

No moreno das praias.

Uma após uma as nuvens vagarosas

Rasgam o seu redondo movimento

E o sol aquece o 'spaço

Do ar entre as nuvens 'scassas.

Indiferente a mim e eu a ela,

A natureza deste dia calmo

Furta pouco ao meu senso

De se esvair o tempo.

Só uma vaga pena inconseqüente

Pára um momento à porta da minha alma

E após fitar-me um pouco

Passa, a sorrir de nada.

 

Ricardo Reis

 

Praia do Malhão, Vila Nova de Mil Fontes

Junho de 2009

Jorge Soares

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