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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Flor da Paixão

Flor da paixão

Flor da paixão, flor de maracujá

Flor da paixão

Flor de maracujá

Flor de maracujá~

 

Passion fruit em inglês, Fruit de la Passion em francês e Passionsfrucht em alemão.

 

A palavra Maracujá  tem origem na língua Índia Tupi do Brasil, e significa alimento em forma de cuia, os índios conheciam este fruto e as suas características desde tempo imemoriais. Os frades Jesuítas foram responsáveis pela sua catalogação e pelas referências às suas propriedades calmantes

 

Reza a historia que as primeiras sementes chegaram a Roma no inicio do século 17, sendo atribuído ao papa PAULO V a origem do nome Fruto da paixão, que dá o nome á Flor, Flor da Paixão.

 

Desengane-se quem atribui significados mais românticos a este nome, a sua origem tem a ver com a religião, os frades associaram a cor e a forma da flor à paixão de cristo.... eu gosto de maracujá, não sou muito apreciador dos maracujás que por cá se cultivam, aqueles pequeninos e roxos, gostava dos maracujás que eu conheci na Venezuela, enormes, amarelos e muito ácidos, que davam um sumo natural ácido, quase picante e verdadeiramente delicioso.... e na altura não fazia ideia que aqueles frutos vinham..... da Flor da Paixão

 

Fonte: O que é o jantar? {#emotions_dlg.blink} (Acreditem ou não, fui ao google, coloquei Flor da paixão,  e o primeiro resultado é mesmo para o meu outro eu {#emotions_dlg.drool})

 

Estas foram colhidas num  dia nublado de verão num quintal de Porto Covo.

Alentejo

Junho de 2010

Jorge Soares

As Bolas de Sabão

As bolas de Sabão

 

As Bolas de Sabão

 

As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

 

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.

Alberto Caeiro

 

Jardim do Bonfim

Setúbal

Junho de 2010

Jorge Soares

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