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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem .....

Borboleta

 

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem

 

Se às vezes digo que as flores sorriem 
E se eu disser que os rios cantam, 
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores 
E cantos no correr dos rios... 
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos 
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. 
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes 
À sua estupidez de sentidos... 
Não concordo comigo mas absolvo-me, 
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza, 
Porque há homens que não percebem a sua linguagem, 
Por ela não ser linguagem nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

Por vezes temos que focar um sitio..e esperar que o milagre aconteça... eu foquei a flor..e o milagre aconteceu.

 

Parque de Campismo de Montargil

Junho de 2010

Jorge Soares

Os Poetas

Os poetas

 

a poesia não é inútil!
inúteis são todos os poetas
porque ninguém conseguiu ainda entende-los.

inútil sou eu quando escrevo um poema
simples e cristalino
latejando de verdade
sofrendo nesta cidade tranquila.

inútil sou eu que clamo
a magia do poema feito
numa tarde inexplicavelmente quente de setembro.

inúteis são os sonhos decepados
as palavras gastas
os gestos inexpressivos.

inúteis são todos os poetas
porque ninguém quer
entende-los.

 

Piedade Araújo Sol

 

A borboleta e a flor azul

Montargil, Junho de 2010

Jorge Soares

Cogumelos Venenosos, Amanita muscaria

Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) venenoso

Amanita, Cogumelo vermelho venenoso

Cogumelo venenoso

 

Quanto a regras empíricas para evitar cogumelos venenosos, deve dizer-se que não existe nenhuma com valor: só a observação cuidadosa , nem sempre fácil, pode levar a conclusões seguras.


Entre as espécies venenosas, a Amanita muscaria (conhecida por Frades de sapo ou Mata bois) é particularmente abundante nas nossas florestas sendo no entanto facilmente identificada pela cor vermelha forte do chapéu, pelas escamas brancas que o salpicam.
Apesar de venenosa é frequentemente utilizá-los na ilustração de livros infantis.

 

Fonte: Drap Centro

 

Os cogumelos são muito bonitos..e alguns são verdadeiras delicias... mas o perigo que representam para a vida humana é enorme... dado que fotografei muitos no Gerês e não faço a menor ideia se algum é comestível ou não, decidi fazer um pouco de investigação e deixar aqui as designações que encontrar e os seus perigos para a saúde.

 

Se alguém que passar por aqui perceber de cogumelos e quiser dar uma ajuda, por favor carregue aqui e deixe-me um comentário com a identificação do cogumelo e os seus perigos.

 

Obrigado

 

"Colhidos" no Gerês, na Portela de Leonte e no Campo do Gerês

Outubro de 2010

Jorge Soares

Mas que sei eu das folhas no outono ...

Folhas do Outono

 

Mas que sei eu das folhas no outono

ao vento vorazmente arremessadas

quando eu passo pelas madrugadas

tal como passaria qualquer dono?

Eu sei que é vão o vento e lento o sono

e acabam coisas mal principiadas

no ínvio precipício das geadas

que pressinto no meu fundo abandono

Nenhum súbito lamenta

a dor de assim passar que me atormenta

e me ergue no ar como outra folha

qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?

As coisas vêm vão e são tão vãs

como este olhar que ignoro que me olha

 

Ruy Belo

 

Um dia chuvoso na Mata da Albergaria

Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares,

Novembro de 2010

Jorge Soares

 

1 de Nov de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exp.: 1/50 seg., Abertura: 5.6, Ext. focal: 50mm, Flash: Não

Silêncio, Nostalgia...

Nevoeiro no Outono do Gerês

 

Silêncio, Nostalgia...

 

Silêncio, nostalgia... 
Hora morta, desfolhada, 
sem dor, sem alegria, 
pelo tempo abandonada. 

Luz de Outono, fria, fria... 
Hora inútil e sombria 
de abandono. 
Não sei se é tédio, sono, 
silêncio ou nostalgia. 

Interminável dia 
de indizíveis cansaços, 
de funda melancolia. 
Sem rumo para os meus passos, 
para que servem meus braços, 
nesta hora fria, fria? 

Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"

 

O Nevoeiro no Outono da Serra do Gerês.

 

Portela de Leonte, Parque nacional da Peneda Gerês

Gerês, Amares

Outubro de 2010

Jorge Soares

 

30 de Out de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 400, Exp: 1/125 seg., Aber.: 7.1, Ext focal: 70mm, Flash: Não

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