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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Soneto da mulher inútil

Carnaval de Estarreja

 

soneto da mulher inutil

De tanta graça e de leveza tanta
Que quando sobre mim, como a teu jeito
Eu tão de leve sinto-te no peito
Que o meu próprio suspiro te levanta.

Tu, contra quem me esbato liquefeito
Rocha branca! brancura que me espanta
Brancos seios azuis, nívea garganta
Branco pássaro fiel com que me deito.

Mulher inútil, quando nas noturnas
Celebrações, náufrago em teus delírios
Tenho-te toda, branca, envolta em brumas.

São teus seios tão tristes como urnas
São teus braços tão finos como lírios
É teu corpo tão leve como plumas.

 

Vinícius de Moraes

 

Carnaval de Estarreja 2011

Março de 2011

Março de 2011

.. as coisas mais leves são as únicas que o vento não pode levar ....

Dente de leão

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

 

Mário Quintana

 

Recordações da Primavera passada

Dente de Leão em Setúbal

Maio de 2010

Jorge Soares

Mas tu és de todos os ausentes o ausente

Eu e o mar

 


 Planicies de Silêncio 

 

Tendo-me despido de todos os meus mantos

Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses

Para ficar sozinha ante o silêncio

 

Ante o silêncio e o esplendor da tua face

 

Mas tu és de todos os ausentes o ausente

 

Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca

 

O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras

 

E o teu encontro

São planícies e planícies de silêncio

 

Escura é a noite

Escura e transparente

Mas o teu rosto está para além do tempo opaco

E eu não habito os jardins do teu silêncio

 

Porque tu és de todos os ausentes o ausente…

 

Sophia de Mello Breyner

 

Praia do Meco, Sesimbra,

Novembro de 2010

Jorge Soares

No meu Prato que Mistura de Natureza!

Abelha na flor de dente de leão

 

No meu prato que mistura de Natureza! 
As minhas irmãs as plantas, 
As companheiras das fontes, as santas 
A quem ninguém reza... 
E cortam-as e vêm à nossa mesa 
E nos hotéis os hóspedes ruidosos, 
Que chegam com correias tendo mantas 
Pedem "Salada", descuidosos..., 
Sem pensar que exigem à Terra-Mãe 
A sua frescura e os seus filhos primeiros, 
As primeiras verdes palavras que ela tem, 
As primeiras cousas vivas e irisantes 
Que Noé viu 
Quando as águas desceram e o cimo dos montes 
Verde e alagado surgiu 
E no ar por onde a pomba apareceu 
O arco-íris se esbateu... 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XVII" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

Uma abelha atarefada numa flor de dente de leão

Setúbal, Fvereiro de 2011

Jorge Soares

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