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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Experiências a Preto e Branco

Experiências a Preto e Branco

 

Continuo sem um tripé, um destes dias fomos tomar café à beira rio no Parque Urbano de Albarquel, eu fui a pé com o N., as miúdas cá de casa ficaram a arrumar a cozinha e depois foram lá ter de carro (escusam de pensar mal, normalmente quem arruma são os miúdos). Como sempre quando vou andar a pé levei a mochila com a máquina. Lá chegados era noite cerrada... decidi experimentar o preto e branco da máquina, sim, a maioria das reflex digital tem uma opção para tirar directamente a preto e branco.

 

Exceptuando os dois empregados, o café estava por nossa conta, pelo que deu para experimentar... e para perceber que mesmo a preto e branco, o tripé, ou um bom flash.. ou ambos, continua a ser necessário.

 

Esta foi sem flash, com a máquina na mão, em manual, com velocidade 1/3 seg. e Iso 100... mesmo assim está nítida... fala muito bem da minha firmeza de mãos ... bom, também significa que os milagres existem.

 

O que vemos na fotografia é o estranho objecto que segura as luzes do café ...  ficou giro.... bom, pelo menos eu gosto. 

 

Parque Urbano de Albarquel, Setúbal

Julho de 2011

Jorge Soares

Todas as portas

Portas para o passado

 

TODAS AS PORTAS

Há os vãos,
Os alçapões pesados
Dos desvãos
Há os trincos,
As fechaduras
Os degredos,
Os segredos,
Há de haver...

Há um vento que surrupia
Os chãos
Ao entrarem em oressas
Às madeiras frias...

Há correntes que
Formam retas,
Erguem-se tortas
Em curvas avessas
À direção inversa da janela...

Há a pressa
De antever
O que interessa....
Que a porta balança,
Range as dobras
E logo se fecha
(Coragem de querer saber,
Há de haver...)

Há a falta de luz
E a fraca luz amarela
Que conduz
À sensação do derredor...

Há o fitar exangue,
A visão entregue
Daquele que pouco vê
E enxerga a negra cor
(Vê bem o que não vê
E crê no que pode...)

Há a porta fechada,
Lacrada
De possíveis
Impossibilidades...

Há um queixo torto
No desleixo 
D’uma brecha entreaberta,
Displicente, quase entregue
À visão indisposta
Do que acontece porta afora...

Há os corpos
Muitos corpos
De carnes bem-dispostas...
Há os atos impostos
Por detrás
Das vidas decompostas
Ao longo das portas...

Toma-me o vai-e-vem
Dessas costas arcadas...
Há, sim, alegria,
E há, pois não, o desdém
Do atravessar dos batentes...

Ouço murros:
Uma porta batida
D'outro lado, ninguém...
(Uma outra bate também...)

Percebo raivas, mágoas
Fendendo portas recentes
Fincando-se nos batentes,
Nos horizontes das soleiras...
Saraivadas de emoções minhas,
Represadas, aos montes...

Há a porta de ontem
De aquém
E aquela de
Além de além-nada
Essa está estancada
Com há de ser
Esperando o tempo
Enferrujá-la...

Há de abrir-se,
Por fim, uma porta festejada...
Descoberta do suor
Do meu transpor
De tantas e tantas portas...

Essa... mais do que tudo,
Mais do que nada
Ah, mesmo por ser arrombada,
Essa porta há de haver...


Gê Muniz 

 

Algures na baixa de Setúbal

Junho de 2011

Jorge Soares

 

 

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