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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Évora! Ruas ermas sob os céus

Évora

 

Évora

 

Évora! Ruas ermas sob os céus

Cor de violetas roxas ... Ruas frades

Pedindo em triste penitência a Deus

Que nos perdoe as míseras vaidades!

 

Tenho corrido em vão tantas cidades!

E só aqui recordo os beijos teus,

E só aqui eu sinto que são meus

Os sonhos que sonhei noutras idades!

 

Évora! ... O teu olhar ... o teu perfil ...

Tua boca sinuosa, um mês de Abril,

Que o coração no peito me almoroça!

 

... Em cada viela o vulto dum fantasma ...

E a minh'alma soturna escuta e pasma ...

E sente-se passar menina e moça ... 

 

Florbela Espanca

 

Évora, Março de 2012

Jorge Soares

Castro Marim:Igreja de Nossa Senhora dos Mártires

Igreja de Nossa senhora dos Mártires

 

Num mundo que encerrou para sempre a Idade Média fundamentalmente rural, o novo milénio iniciou-se sob o signo do desenvolvimento urbano. Este desenvolvimento criou-se em torno das cercas muralhadas dos castelos medievais e destas partem à conquista de terrenos circundantes. 

Castro Marim não fugiu à regra e tornou-se numa das vilas que se geraram em torno de um elemento gerador, o Castelo, alargando-se pelo vale que o separa do Cerro do Cabeço o­nde mais tarde se implantou o Forte de São Sebastião. 

Neste vale surgiu, no século XVI, uma Ermida denominada de Nossa Senhora dos Mártires, pela incapacidade da Matriz da vila, intra-muralhas, abrigar todos os fiéis. Esta Ermida foi visitada por diversas vezes, durante o século XVI, pela Ordem de Santiago, que tinha tido a sua sede no Castelo de Castro Marim entre 1319-1356, ano em que se trasladou para a vila de Tomar. 


Estas visitações descrevem a Ermida como tendo um único corpo, com capela-mor abobadada com coruchéu e um altar em alvenaria com tribuna o­nde assentava uma imagem de vulto de Nossa Senhora com o Menino, em pedra; no corpo da Ermida, de uma só nave, estavam três imagens pintadas de matiz, uma de S. Bartolomeu, uma de Sta.Catarina e outra de S. Sebastião; possuía o portal principal a poente e outro a sul, cada um com duas pias de água benta embutidas na parede de alvenaria; um adro, em redor da dita Ermida, o­nde se enterravam os defuntos.

Da Visitação de 1518 para a de 1534 foi esta Ermida acrescentada por um alpendre a poente, abrigando o portal principal, seguindo em toda a fachada sul. A Visitação de 1554 dá-lhe a localização da sacristia, que dantes não era focada, a sul com porta de verga recta. A Visitação de 1565 denuncia um aumento da altura das paredes, a substituição das madeiras dos tectos por novas, e o acrescento de um novo alpendre desde a fachada principal até à parede da sacristia. 
Após o terramoto de 1755, responsável pela destruição da Igreja Matriz de Santiago, foi esta Ermida tornada paroquial da vila, mandada construir pelo Lopo Mendes de Oliveira, Comendador da Ordem de Cristo e Alcaide deste Castelo.


Devido à sua pequenez foi mandada restaurar e ampliar entre os finais do século XVIII e inicio do século XIX, tendo as obras ficado concluídas em 1834, sob a responsabilidade do arquitecto João Lopes do Rosário.

Denuncia na sua arquitectura várias campanhas arquitectónicas de grande interesse: galilé renascentista; zimbório e abobada de lunetas da capela-mor barrocos; elementos neo-manuelinos na platibanda que sobrepõe a galilé. Possui planta longitudinal de nave única, coro-alto com balaustrada de barriga em madeira, transepto e capela-mor de dois tramos. 


Fachada principal a oeste, tripartida, com portal principal de verga recta sobrepujada por frontão de lanços com tímpano triangular, encimado por janelão rectangular e relógio circular com telhado em empena com cruz de ferro no topo. Na fachada sul, galilé com cinco vãos em arco de volta perfeita assentes em colunelos de capiteis neo-manuelinos, o­nde existe um painel de azulejos azuis e brancos evocando Nossa Senhora da Conceição.

 
É possuidora de vários exemplos de imaginária do século XVI e XVIII, em madeira, bem como retábulos no altar-mor e transepto em madeira marmoreada e polícroma. 

Reparte esta Matriz com o Castelo, a norte, e o Forte de São Sebastião, a sul, a moldura que compõe a imagem de Castro Marim, denunciando as linhas singelas de todo o casario que os envolve.

 

Fonte CM de Castro Marim 

 

Castro Marim, Algarve

Fevereiro de 2012

Jorge Soares

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