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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

O Ultimo Sortilégio

 Borboletas

 

Converta-me a minha última magia 
Numa estátua de mim em corpo vivo ! 
Mor4ra quem sou, mas quem me fiz e havia, 
Anônima presença que se beija, 
Carne do meu abstrato amor cativo, 
Seja a morte de mim em que revivo : 
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja !"

 

Fernando Pessoa in O Ultimo Sortilégio

 

Num dos meus passeios por aqui à volta, num dia cinzento de Outono reparei neste par de bichinhos.

 

 

Setúbal, Novembro de 2009

Jorge Soares

As borboletas

Borboleta

Borboleta nas flores

Borboletas nas flores

Borboleta branca nas flores

Borboleta

 

Ao virar da esquina há um arbusto de flores destas, o ano passado era uma moita enorme, andava eu engessado e saia de casa com a máquina só para me sentar na relva e esperar que aparecessem as borboletas, havia imensas destas brancas. Na primavera os jardineiros passaram por cá e deixaram só o pé, fiquei furioso, lá se ia o meu território de caça. Pouco a pouco foi rebentando e por esta altura já tem um bom metro de altura, e imensas flores, mas borboletas continuam por lá, e permitem momentos como estes.

 

Setúbal, Outubro de 2009

Jorge Soares

 

 

 

Borboletear!

Borboletear 

 

A borboleta borboleteia-se em movimentos singulares. Subtilezas de bailarina. Quando sobe nas pontas das suas asas encontra uma leveza sublime e uma delicadeza ímpar. Invejo-lhe a doçura das cores compostas nas escamas profusamente emolduradas em complexas colorações. A graciosidade do andar. E quando descansa, a borboleta dobra as suas asas para cima. E faz preces de polinização. Vagabunda do Sol. Aventureira da vida, esvoaça no limite da beleza. No casulo, acontecera magia enfeitiçada e, num momento de singular benignidade, explodiu uma insólita excelência. De flor em flor, graciosamente. Sem compreender que o belo é efémero. Que a flor vai definhar e sucumbir. E ela é uma presença fugaz. Ao sabor do Sol que no Inverno não tem calor. Apenas ilumina dias minguados e grisalhos. O amarelo está desbotado. E a borboleta não sabe que, no Sul e no Norte, o Inverno não acontece ao mesmo tempo. O Sol também se borboleteia. Acorda todas as manhãs. Ciclicamente. A borboleta borboleteia como se fosse o último dia. Pisa o palco uma só vez, sem direito a bisar. A borboleta desconhece a força da sua fragilidade. Quer voar, voar perdidamente aqui e ali e mais além. Como uma alma que se liberta à procura do infinito, porque se sabe mestra na transformação.

 

E eu, que olho a borboleta com olhos estúpidos de deslumbramento, não concebo a destreza. Nem a leviandade de quem vive a saltitar. Invejo-lhe o casulo que foi seu e que desbaratou. Na metamorfósica ânsia de querer volutear. E já com as asas feridas pelo vento, irrompe na mais admirável voluptuosidade, modificando-se com a vida. Sempre a borboletear. Sente o equívoco do ar nas asas e corre para investigar a função das mudanças. Para compreender processo da metamorfose organizacional. Que a sua foi natural.

 

A solidez do meu casulo ostenta brechas e fendas. Hiatos tamanhos. A claridade trespassa e estonteia-me. O vidro do casulo estilhaçou-se bruscamente… Há destroços. Asas que sucumbem. Já não vejo sonhos a desenhar passos de dança delicados. Apenas sorrisos esboçados. Movimentos tracejados. Vacilantes e perplexos.

 

E eu só quero esticar as minhas asas contundidas e desaparecer no ar… Precipitada ambição. A avestruz é uma ave que nem sabe voar!

 

Texto original da Paola, copiado do blog Ponto de exclamação

 

Setúbal, Outubro de 2008

Jorge

A borboleta

Borboleta Borboleta

 

Borboleta

 

Em Setúbal o Outono teima em se atrasar, os dias de sol e as agradáveis temperaturas continuam por cá, as flores também e com elas alguns dos habitantes habituais dos dias claros da Primavera e do Verão. Ontem por volta da hora do almoço desci à rua e lá estavam elas, as flores e as borboletas. Falta-me o equipamento e a técnica, quando pousam, as borboletas fecham as asas, sempre.... pelo menos estas.

 

Setúbal

Outubro de 2008

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