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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Reflexos ... Sou o que sou

Fotografa .. reflexos

 

Reflexos…


Sou o que sou, 
Porque assim o quero ser,
Não sou o que querem que seja,
Porque reflexos não poderia ter,
Porque não posso ser um reflexo de outro,
Quero ser um reflexo de mim,
Ser eu mesmo, ser simplesmente assim,
Ser apenas um reflexo do bom que há em mim,
Não me podem levar a mal,
Só por ser um reflexo evidente,
Não consigo reflectir o mal,
Que muitos tem presente.

Emanuel Azevedo

 

 

Parque das nações, Lisboa

Agosto de 2010

Jorge Soares

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...

 Nuvens

 

Nuvens

 

 

No dia triste o meu coração mais triste que o dia... 

Obrigações morais e civis? 

Complexidade de deveres, de consequências? 

Não, nada... 

O dia triste, a pouca vontade para tudo... 

Nada... 

 

Outros viajam (também viajei), outros estão ao sol 

(Também estive ao sol, ou supus que estive), 

Todos têm razão, ou vida, ou ignorância simétrica, 

Vaidade, alegria e sociabilidade, 

E emigram para voltar, ou para não voltar, 

Em navios que os transportam simplesmente. 

Não sentem o que há de morte em toda a partida, 

De mistério em toda a chegada, 

De horrível em todo o novo... 

 

Não sentem: por isso são deputados e financeiros, 

Dançam e são empregados no comércio, 

Vão a todos os teatros e conhecem gente... 

Não sentem: para que haveriam de sentir? 

Gado vestido dos currais dos Deuses, 

Deixá-lo passar engrinaldado para o sacrifício 

Sob o sol, alacre, vivo, contente de sentir-se... 

Deixai-o passar, mas ai, vou com ele sem grinalda 

Para o mesmo destino! 

Vou com ele sem o sol que sinto, sem a vida que tenho, 

Vou com ele sem desconhecer... 

 

No dia triste o meu coração mais triste que o dia... 

No dia triste todos os dias... 

No dia tão triste... 

 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 

 

 

Reflexos das nuvens do fim da tarde na cobertura .....

 

Parque das Nações, Lisboa

Janeiro de 2010

Jorge Soares

 

En un lugar de la mancha .....

Madrid, Plaza de España

Don Quijote de la mancha, Plaza de España

Reflexos, don quixote

Reflexos, Don Quixote

Don Quixote em Madrid 

En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme, no ha mucho tiempo que vivía un hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua, rocín flaco y galgo corredor. Una olla de algo más vaca que carnero, salpicón las más noches, duelos y quebrantos los sábados, lantejas los viernes, algún palomino de añadidura los domingos, consumían las tres partes de su hacienda . El resto della concluían sayo de velarte, calzas de velludo para las fiestas, con sus pantuflos de lo mesmo , y los días de entresemana se honraba con su vellorí de lo más fino . Tenía en su casa una ama que pasaba de los cuarenta y una sobrina que no llegaba a los veinte, y un mozo de campo y plaza que así ensillaba el rocín como tomaba la podadera. Frisaba la edad de nuestro hidalgo con los cincuenta años. Era de complexión recia, seco de carnes, enjuto de rostro, gran madrugador y amigo de la caza. Quieren decir que tenía el sobrenombre de «Quijada», o «Quesada», que en esto hay alguna diferencia en los autores que deste caso escriben, aunque por conjeturas verisímiles  se deja entender que se llamaba «Quijana». Pero esto importa poco a nuestro cuento: basta que en la narración dél no se salga un punto de la verdad.

 

Praça de Espanha, Madrid

Agosto de 2009

Jorge Soares

Viagem

Bragança, rio Fervença, reflexos 

Viagem

 

É o vento que me leva. 
O vento lusitano. 
É este sopro humano 
Universal 
Que enfuna a inquietação de Portugal. 
É esta fúria de loucura mansa 
Que tudo alcança 
Sem alcançar. 
Que vai de céu em céu, 
De mar em mar, 
Até nunca chegar. 
E esta tentação de me encontrar 
Mais rico de amargura 
Nas pausas da ventura 
De me procurar... 

Miguel Torga, in 'Diário XII'

 

Reflexos no rio Fervença, Bragança

Julho de 2009

Jorge Soares

 

Jul 25, 2009,Câmara: SONY DSLR-A350,ISO: 100,Exposição: 1/400 seg.,Abertura: 10.0,Extensão focal: 18mm

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