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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Vaticano, Praça de São Pedro

Vaticano

Vaticano, Praça de São Pedro

Praça de São Pedro, Vaticano

Vaticano

Praça do Vaticano

 

No dia em que fomos ao Vaticano, para além de estarem a montar a árvore de natal, havia uma missa especial para os membros da aviação militar italiana e a praça estava em boa parte preenchida por dezenas de autocarros, mesmo tentando não apanhar (muito) os autocarros, dá para ver da imponência do lugar.

 

Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano, Roma

Dezembro de 2010

Jorge Soares

Roma: Fontana di Trevi, História

Fontana di Trevi

 

Fontana di Trevi (Fonte dos trevos, em português) é a maior (cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas da Itália e está localizada na rione Trevi, em Roma.

 

A fonte situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma. No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilômetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, atualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, diretamente para os banheiros de Marcus Vipsanius Agrippa e serviu a cidade por mais de 400 anos.

O "golpe de misericórdia" desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos, durante as Guerras Góticas. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também recebia os esgotos da cidade.

O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com a Renascença. Em 1453, o Papa Nicolau V, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projeto feito pelo arquiteto humanista Leon Battista Alberti.

 

Em 1629, o Papa Urbano VIII achou que a velha fonte era insuficientemente dramática e encomendou a Bernini alguns desenhos, mas quando o Papa faleceu o projeto foi abandonado. A última contribuição de Bernini foi reposicionar a fonte para o outro lado da praça a fim de que esta ficasse defronte ao Palácio do Quirinal (assim o Papa poderia vê-la e admirá-la de sua janela). Ainda que o projeto de Bernini tenha sido abandonado, existem na fonte muitos detalhes de sua idéia original.

 

Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o períodoBarroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna(as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o Papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual Nicola Salvi foi derrotado, mas efetivamente terminou por realizar seu projeto. Este começou em 1732 e foi concluído em1762, logo depois da morte de Clemente, quando o Netuno de Pietro Bracci foi afixado no nicho central da fonte.

 

Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade, que manteve oculto por um grande biombo. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas que eram planejadas, representando Agrippa e Trivia, as virgens romanas, pelas belas esculturas de Neptuno e seu séquito.

 

Retirado de Wikipédia

Longo foi o caminho

Fim do dia em Roma

 

Longo foi o caminho e desmedidos
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vive
Contra as leis do destino.
E o destino não quis
Que eu me cumprisse como porfiei.
E caísse de pé, num desafio
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar,
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.

Miguel Torga

 

 

Fim de tarde no Foro Romano, Roma

Dezembro de 2010

Jorge Soares

Fora de tempo

Coliseu de Roma

 

Qualquer Tempo

 

Qualquer tempo é tempo. 
A hora mesma da morte 
é hora de nascer. 

Nenhum tempo é tempo 
bastante para a ciência 
de ver, rever. 

Tempo, contratempo 
anulam-se, mas o sonho 
resta, de viver. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'A Falta que Ama'

 

 

Algo está fora de tempo, não sei se será a bicicleta ou os soldados romanos... mas sem dúvida, algo está fora de tempo.

 

Coliseu de Roma

Dezembro de 2010

Jorge Soares

Não tenho deuses. Vivo

A folha em Roma

 

Princípio

 

Não tenho deuses. Vivo 
Desamparado. 
Sonhei deuses outrora, 
Mas acordei. 
Agora 
Os acúleos são versos, 
E tacteiam apenas 
A ilusão de um suporte. 
Mas a inércia da morte, 
O descanso da vide na ramada 
A contar primaveras uma a uma, 
Também me não diz nada. 
A paz possível é não ter nenhuma. 

Miguel Torga, in 'Penas do Purgatório

 

Ao longo do rio Tibre há plátanos, árvores enormes que no verão devem encher as margens de sombra refrescante. Nesta altura estavam a preparar as roupagens de inverno e por todos os lados havia folhas caídas, esta aterrou bem à minha frente em cima de um dos muros da ponte Fabricio.

 

Roma, Dezembro de 2010

Jorge Soares

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