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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

O Pintassilgo

o Pintassilgo

O pintassilgo

O Pintassilgo

 

No parque de campismo há uma área ao lado das piscinas que separa dois edifícios, nesta área foi plantado Bambu, logo no primeiro dia as cores fortes chamaram a minha atenção, andava com a máquina na mochila, e nem reparei no modo em que esta estava, puxei dela e comecei a disparar.. estava em Manual.. e por uma enorme coincidência, com abertura e velocidade certas para a luz que havia.... Foi mesmo muita sorte, porque nos dias seguintes choveu desalmadamente e raramente os voltei a ver.

 

Pintassilgo no Zmar

Odemira, Alentejo

Abril de 2011

Verde Gaio

O gaio

 

As penas do verde Gaio
São verde e amarelas 
Não me empurres que eu não caio
Que eu sou rijo das canelas
  
Verde Gaio é novo é novo
Veio à pouco a Portugal
Só me trouxe uma lourinha 
No laço do avental
  
Verde Gaio é meu é meu
Que me custa o meu dinheiro
Sete patacos e meio
Lá no Rio de Janeiro
  
Verde Gaio é tolo é tolo
É tolo que já namora 
Deixa pai deixa mãe
Deixa tudo e vai-se embora
 
Canção Popular

 

Tenho uma bela colecção de imagens deste bichinho..  que apanhei no Alentejo no Verão passado.. estão aqui

 

Parque de campismo de São Miguel

Odemira, Alentejo

Junho de 2010

Jorge Soares

 

 

Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

Flamingo

 

VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita, 
Aquela que diz tudo e tudo sabe, 
Que tem a inspiração pura e perfeita, 
Que reúne num verso a imensidade! 

Sonho que um verso meu tem claridade 
Para encher todo o mundo! E que deleita 
Mesmo aqueles que morrem de saudade! 
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita! 

Sonho que sou Alguém cá neste mundo... 
Aquela de saber vasto e profundo, 
Aos pés de quem a Terra anda curvada! 

E quando mais no céu eu vou sonhando, 
E quando mais no alto ando voando, 
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...

 

Florbela Espanca

 

Um Flamingo do Zoo de Lisboa

Outubro de 2010

Jorge Soares

O voo da garça

Garça a voar

 

O que é voar?

É só subir no ar, 
levantar da terra o corpo,os pés?

 

Isso é que é voar? 
Não.


Voar é libertar-me, 
é parar no espaço inconsistente,
é ser livre,leve,independente, 
é ter a alma separada de toda a existência,
é não viver senão em não-vivência.


E isso é voar? 
Não.


Voar é humano, 
é transitório,momentâneo...


Aquele que voa tem de poisar em algum lugar: 
isso é partir e não voltar.

Ana Hatherly

 

 

Uma garça voa do rio para o mar

Comenda, Setúbal

Fevereiro de 2011

Jorge Soares

 

12 de Fev de 2011, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 100, Exposição.: 1/640 seg., Abertura.: 6.3, Ext.: 200mm

Passado

Voar

 

Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

 

Alberto Caeiro

 

Gaivota sobre a praia

Algar Seco, Carvoeiro

Algarve

Março de 2009

Jorge Soares

Divagar

Pardal

 

Pudesse abrir asas

E voar sobre quintais

Pousaria nas janelas

Como fazem os pardais

 

Soltaria em cada uma

Um suave chilrear

Obrigando quem lá mora

A abri-las de par em par

 

Em meu bico entregaria

Uma flor perfumada

Arrancando um sorriso

Até à cara mais fechada

 

E cantando partiria

Feliz no azul do céu

Sonhando ser como os pardais

Nestes meus sonhos irreais

 

Asas de pássaro não são braços

Tenho pernas, tenho pés

Os animais não são todos iguais

 

Gosto do meu fabular

De um dia poder voar

Não quebrem esta ilusão

Tu estás a divagar!...

 

Flor

Roubado, devagarinho, do A Alma da Flor

 

Um pardal num arbusto no Jardim da Algodeia

Setúbal, Agosto de 2008

Jorge Soares

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