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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Sinto no murmurar das águas

rio

 

Sinto no murmurar das águas 
deste rio da minha vida, 
onde navegávamos na mansidão do luar
e rejubilávamos na alegria da juventude,
as melodias da felicidade,
acariciadas pela brisa daquele tempo, 
de palmeiras verdes de esperança,
onde as brumas da incerteza não existiam!

E agora, contemplando o caudal deste rio
ressequido por este tempo que se faz presente
sufoco o choro de lágrimas da nostalgia,
que me aperta o peito, na dor feita saudade!
E aqui estou, sentado, nas areias que margeiam
este rio cansado, pelas mágoas do seu percurso,
esperando nova brisa que me sopre forças,
para continuar a navegar neste leito seco
e chegar ao remanso da minha tranquilidade!

Anseio por novos rios, num tempo
que se faça fértil e de águas calmas,
navegue por entre campos floridos,
ao som melodioso dos chilreios
de aves encantadas, 
de cores garridas da paixão,
ao encontro de um novo viver.

José Carlos Moutinho

 

Algures nas Astúrias

Agosto de 2011

Jorge Soares

....em suma, é a nós mesmos - que amamos ....

Rio Vizela no Pontido

 

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.

 

Fernando Pessoa

 

Cascata no Rio Vizela

Aldeia do Pontido

Fafe

Abril de 2012

Jorge Soares

E pessoas me amaram.

 

Caminhos

 

 

 

Antes de ser água
Percorri os caminhos dessa longa estrada
Caminhava sem receio da vida
Nada me intimidava.
Por tantos atalhos eu me aventurava,
E sonhava…

Mas depois houve um dia
Em que fiquei silenciosamente calada
E do trilho dessa vida eu me desviava
De confusa que estava.
Só em meu sofrimento eu me revelava
E sempre sem dizer nada.

Agora outra estrada tomei, e outros caminhos abracei,
E numa lagoa me tornei,
E as minhas margens me delinearam
Noutras belezas da vida me aventurei
Meus sorrisos voltaram, outros amigos me abraçaram,
E pessoas me amaram.

Lagoa_Azul
17/10/05 

 

Rio Sualón, Mazo de Meredo, Vagadeo, Astúrias, Espanha

Agosto de 2011

Jorge Soares

Não sei esquecer

Rio Suarón, Astúrias

 

Tantas são as lembranças
que não conseguimos esquecer,
são páginas que marcam os momentos
inesquecíveis no livro de nossas vidas.
 

Lembranças de nossa infância,
brincadeiras, o presente de natal
tão desejado, o primeiro dia de aula,
as férias tão esperadas...

Lembranças de nossa adolescência:
a primeira paixão, a primeira namorada,
o primeiro beijo, os amigos, 
os bailinhos e as primeiras
canções que começaram a 
marcar nossas vidas.

E enfim nossas mais recentes lembranças, 
os amores vividos,

momentos inesquecíveis,
amores perdidos,
loucuras de amor,
pessoas que se foram
outras que chegam.

Assim vai se escrevendo nossa
história, que não dá pra esquecer.
Só esquecemos o que não tem importância
em nossas vidas.
Esquecer tudo isso, como?
__Mesmo que soubesse a resposta,
não quero aprender a esquecer.

 

Lukas

 

Retirado de Nos Caminhos da Poesia 

 

Mazo de Meredo, Rio Suarón

Vegadeo, Astúrias

Agosto de 2011

Jorge Soares

 

 

.. se entre as pedras do meu leito saltitassem estas águas ...

Poço Corga

 

O Regato e O Moinho

 

Se eu soubesse dar às palavras
que tenho dentro de mim
o cantar deste regato
se entre as pedras do meu leito
saltitassem estas águas
que me fizeram criança
se fosse de menino este chão
que tenho dentro de mim
numa caixinha de esperança
e de sonho fosse o moinho
que mói o trigo da ilusão
não queria outro moinho

 

Adão Cruz

 

 

Poço Corga, Rio Pêra

Castanheira de Pêra

Junho de 2011

Jorge Soares

Arte de viver

Arte de viver

 

Saber viver é uma arte.

“Arte de viver”

Com deuses dou-me bem
Não convém hostilizá-los
E com demónios também
Nunca foi bom ignorá-los

Usando esta minha política
Os lucros foram estupendos
E com esta relação prática
Tenho extraído dividendos

Somos mestres da influência
Saber viver não é uma ciência
Até ao céu subimos de balão

Para aos anjos limpar as asas
Pr’a manter quentes as brasas
Ao inferno fornecemos carvão.

 

Anónimo

 

Há alguém que me deixa estes poemas no O que é o jantar, todos os dias, às vezes mais que um, raramente tem a ver com o tema do post, muitas vezes tem a ver com algo que ocorreu no país durante o dia, ou com a crise, o FMI, os partidos. Comecei por achar estranho, por me irritar, depois decidi simplesmente aceitar, admiro a capacidade desta pessoa de criar versos, talvez porque já houve uma época na minha vida em que tinha essa facilidade, ... há habilidades que não devíamos perder....

 

Gostei deste poema, de uma forma ou outra todos temos uma "arte de viver".... de uma forma ou outra todos nos deixamos levar por ela, pode-nos levar ao céu ou ao inferno... muitas vezes o céu de uns será o inferno de outros... a vida não é feita de linhas rectas nem de lugares comuns... e cada um traça os seus objectivos e escreve o seu destino ....  há quem viva e quem simplesmente se deixe levar.....

 

Imagino que cada um de nós escolheria uma imagem diferente para ilustrar estes versos, curiosamente o primeiro que pensei foi em algo com cores quentes... algo como o Inferno do Gerês.. no caminho parei nesta imagem de uma cascata com efeito de névoas.... as névoas da vida.

 

Gerês, Novembro de 2011

Jorge Soares

 

As águas correm, cheias de memórias

Cascata no Gerês

 

As águas correm, cheias de memórias

Passado perdido de lutas inglórias

Que o Fado há muito abandonou

Meu legado de esperança

Reside na etérea mudança

De um momento que passou...

 

 

Destino desfigurado

Templo marginalizado

De mentiras e ilusões

Procuro salvo resguardo

Nas malhas de um tempo minado

Por tristes recordações...

 

 

Sou um rio de águas paradas

Apelo, em vão, pelo mar

Prisioneiro destas margens

Pelas eternas paragens

Que adornam meu sonhar

Corro, sem nunca chegar...

 

 

In-perfeita

 

Parque nacional da Peneda Gerês

Novembro de 2010

Jorge Soares

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