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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Escrevi teu nome no vento

Cais das colunas

 

Escrevi teu nome no vento
Convencido que o escrevia
Na folha dum esquecimento
Que no vento se perdia

Ao vê-lo seguir envolto
Na poeira do caminho
Julguei meu coração solto
Dos elos do teu carinho

Em vez de ir longe levá-lo
Longe, onde o tempo o desfaça
Fica contente a gritá-lo
Onde passa e a quem passa

Pobre de mim, não pensava
Que tal e qual como eu
O vento se apaixonava
Por esse nome que é teu

E quando o vento se agita
Agita-se o meu tormento
Quero esquecer-te, acredita
Mas cada vez há mais vento 

 

Ouvir cantado pela carminho

 

 
A luz de Lisboa, o Tejo, barcos, gaivotas, tudo isto só pode ser fado....
Cais das Colunas,
Lisboa, Janeiro de 2012
Jorge Soares

Eu gosto da praia à hora das gaivotas

A Hora das Gaivotas

 

Eu gosto da praia
à hora das gaivotas
Quando a maré desce
E tudo fica mais calmo

 

Quando o sol dourado 
despenteia o teu cabelo
e um só sorriso teu
desfaz o meu pesadelo

 

Tens os pés na areia
e um olhar sobre as ondas
por muito que os estendas
não quero que te escondas

 

Sabes o mar é bruto
mas pode ajudar
a ter outra vez
vontade de gostar


ao longe desfaz-se
a linha do horizonte
e tu já voltaste
desse sitio onde foste


protege os teus ombros
com o meu braço esquecido

 

e um só sorriso teu

e eu já não estou perdido

 

eu gosto da praia

à hora das gaivotas

à hora das gaivotas

eu gosto da praia

 

eu gosto de ti

 

Tim

 

 Ouvir

Praia do Carvalhal, Grândola, Setúbal
Outubro de 2011
Jorge Soares

É o vento que me leva

Gaivotas em voo

 

 

Viagem

 

É o vento que me leva. 
O vento lusitano. 
É este sopro humano 
Universal 
Que enfuna a inquietação de Portugal. 
É esta fúria de loucura mansa 
Que tudo alcança 
Sem alcançar. 
Que vai de céu em céu, 
De mar em mar, 
Até nunca chegar. 
E esta tentação de me encontrar 
Mais rico de amargura 
Nas pausas da ventura 
De me procurar... 

Miguel Torga, in 'Diário XII'

 

Gaivotas na praia em Salema, Lagos,  Algarve

Junho de 2010

Jorge Soares

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