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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Sempre para sempre

Amor

 

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

 

Donna Maria


Ouvir aqui 


Setembro de 2012

Jorge Soares

Quero o meu primeiro beijo

Quero o meu primeiro beijo

 

O primeiro beijo


Recebi o teu bilhete
Para ir ter ao jardim
A tua caixa de segredos
Queres abri-la para mim

E tu não vais fraquejar
Ninguém vai saber de nada
Juro não me vou gabar
A minha boca é sagrada

De estar mesmo atrás de ti
Ver-te da minha carteira
Sei de cor o teu cabelo
Sei o shampoo a que cheira

Já não como já não durmo
E eu caia se te minto
Haverá gente informada
Se é amor isto que eu sinto

Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

Promete lá outro encontro
Foi tão fugaz que nem deu
Para ver como era o fogo
Que a tua boca prometeu

Pensava que a tua lingua
Sabia a flor do jasmim
Sabe a chiclete de mentol
E eu gosto dela assim

Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa


Rui Veloso

 

Ouvir aqui

 

Parque Urbano de Albarquel

Setúbal, Outubro de 2012

Jorge Soares

Madrugada, o porto adormeceu

Amanhecer

 

memória da noite

 

Madrugada, o porto adormeceu, amor,

A lua ondula sobre as ondas

Piso espelhos antes de que saia o sol

Na noite guardei a tua memória.

 

Perderei outra vez a vida

Quando a luz romper nos costões,

Perderei o dia em que aprendi a beijar

Palabras dos teus olhos sobre o mar,

Perderei o dia em que aprendi a beijar

Palavras dos teus olhos sobre o mar.

 

Veio a manhã antes de vir o rumor,

Levou uma maré à sua sombra.

Barcos negros cruzam a manhã sem voz,

As redes vazias, sem gaivotas.

 

E dirão, contarão mentiras

Para oferecer-las ao patrão:

Vão querer fechar com algumas moedas, talvez,

Os teus olhos abertos sobre o mar,

Vão querer fechar com algumas moedas, talvez,

Os teus olhos abertos sobre o mar.

 

Madrugada, o porto despertou, amor,

O relógio do bar ficou parado

Na costeira muda da desolação

Não vamos esquecer nem perdoa-lo.

 

Voltarei, voltarei à vida

Quando a luz bater nos costões

Por que nós arrancamos todo o orgulho do mar,

Nós não afundaremos nunca mais

Que em sua memória nao haja mais volta:

Nao nos humilharemos NUNCA MAIS.

 

Xabier Cordal


Ouvir a versão cantada por:

 

Sara Vidal e Luar na Lubre

 

Se você quer ser minha namorada

 

Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exactamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

 

Vinícius de Moraes


Ouvir


Lagoa de Óbidos

Julho de 2012

Jorge Soares

Ouvi o texto muito ao longe

Ouvi o texto muito ao longe

 

Ouvi o texto muito ao longe
era o teu corpo na demanda
não me parecia escrito hoje
mas hoje quis tarefa branda
a de curar a ferida ao sol
no claro-escuro da varanda.

E só depois
para já depois, ao certo
mas fiz ao corpo teu por perto
ouvindo o texto muito ao longe
escrevinhando o sol bate hoje
cartas de amor como o sol manda
vermelho caixa aço pintado
destinatário demasiado
na virtual ida ao deserto.
Escrevi ao corpo teu por perto
na quente pelo como o sol manda
real regresso do deserto
a tua pele muito ao de longe
era o meu texto na demanda
não me parecia escrito hoje.

Ouvi o texto muito ao longe
não me parecia escrito hoje.

Sérgio Godinho

 


 

Lisboa

Janeiro de 2012

Jorge Soares

Esse sorriso que baila assim

No dia em que te vi

 

Esse sorriso que baila assim no meu pensamento
Entrou sem pedir licença no lado esquerdo do meu peito
Entrou invadindo, entrou dominando os meus sentimentos, meu comportamento
Vive em mim, como modo de vida
Montou acampamento como p'ra eternidade
Pr'a meu contentamento trouxe a esperança
Na minha alma a felicidade

No dia em que te vi
Com os meus olhos te beijei
Feliz eu me senti
Quando te encontrei
No dia em que te vi
Os beijos que te dei
Perdida eu vivi
Coisas que só eu sei

Esse sorriso que desfez o meu sofrimento
E satisfez o meu coração
Me ofuscou, me agarrou, me apanhou na emboscada
E meus olhos deitados em ti ficaram
O que sinto por ti está a tornar-se coisa séria
Quero estar preso a ti como as raízes à terra
E como um papagaio de papel colorido no céu azul
Quero contigo voar

No dia em que te vi
Com os meus olhos te beijei
Feliz eu me senti
Quando te encontrei
No dia em que te vi
Os beijos que te dei
Perdida eu vivi
Coisas que só eu sei

 

Mercado Negro e Liliana

 

Ouvir aqui

 

... a minha vida de todas as cores

Carnaval de Estarreja 2011, Cores

 

Tela

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
Quero pintar...por ti
E quando chegar o momento
Deixa-te pintar
Deixa-te levar
Deixa-te pintar
Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar


Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 

Quero pintar a minha vida de todas as cores
E vou-me lembrar... de ti
E quando chegar o momento
Deixa-te levar
Deixo-me encantar
Deixa-te pintar

 

Na minha sala sob a luz do luar
Perde-te no tempo... deixa-te levar

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela

 

Pintei o teu corpo numa tela
Esculpi o teu rosto à luz da vela
Pintei o teu corpo... pintei

 

 

Santos e Pecadores

 

 

 

Carnaval de Estarreja 2011

Março de 2011

A Luz de Lisboa

A Luz de Lisboa

 

Quando Lisboa escurece 
E devagar adormece 
Acorda a luz que me guia 
Olho a cidade e parece 
Que é de tarde que amanhece 
Que em Lisboa é sempre dia 

Cidade sobrevivente 
de um futuro sempre ausente 
de um passado agreste e mudo 
Quanto mais te enches de gente 
Mais te tornas transparente 
Mais te redimes de tudo 

Acordas-me adormecendo 
E dos Sonhos que vais tendo 
Faço a minha realidade 
E é de noite que eu acendo 
A luz do dia que aprendo 
Com a tua claridade

Manuela de Freitas

 

Ouvir cantado pelo Camané

 

 
Cais das Colunas, Lisboa
Janeiro de 2012
Jorge Soares

Ao Sol

Margarida ao sol

Ao Sol

 

Eu só queria despir-nos

Como se tira habilmente

A seda aos pêssegos

E nus adormecermos

Sem saber quem somos

Sem jogos aos ombros

Que vêm de pequenos

Pelo faro pelos poros

Pelo sono dos cabelos

Pelo estalinho dos dedos

Eu só queria deixar-nos

Como o sol a bater

Na cal dos muros

E nus adormecermos

Sem contar os beijos

Sem dizer piropos

Como o cio dos frutos

Como a pele dos bichos

Como o íman dos olhos

Dos velhos sentados”

Joaquim Castro Caldas


Ouvir Por Tiago Bettencourt e Inês castelo Branco


 

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