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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Não te apresses: também a água deste rio é vagarosa ...

Rio Suarón, Ribadeo, Vegadeo, Asturias

 

Se eu definisse o tempo como um rio,



a comparação levar-me-ia a tirar-te

de dentro da sua água, e a inventar-te

uma casa. Poria uma escada encostada

à parede, e sentar-te-ias num dos seus

degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia:

«Não te apresses: também a água deste

rio é vagarosa, como o tempo que os

teus dedos suspendem, antes de virar

cada página.» Passam as nuvens no céu;

nascem e morrem as flores do campo;

partem e regressam as aves; e tu lês

o livro, como se o tempo tivesse parado,

e o rio não corresse pelos teus olhos.

Nuno Júdice
Cascata no rio Suarón,
Mazo de Meredo, Vegadeo, Asturias
Agosto de 2011
Jorge Soares

Variação sobre Rosas

Rosa silvestre

 

Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos. O seu campo
é infinito: alma e corpo. E, para além deles,
o mundo das sensações, onde se entra sem
bater à porta, como se esta porta estivesse sempre
aberta para quem quiser entrar.
Tu, que me ensinas o que é o
amor, colheste essas rosas selvagens: a sua
púrpura brilha no teu rosto. O seu perfume
corre-te pelo peito, derrama no estuário
do ventre, sobe até aos cabelos que se soltam
por entre a brisa dos murmúrios. Roubo aos teus
lábios as suas pétalas.
E se essas rosas não murcham, com
o tempo, é porque o amor as alimenta.

Nuno Júdice

 

Rosa silvestre algures no sopé da serra da Arrábida

Setúbal

Maio de 2010

Jorge Soares

De um e outro lado do que sou

Escadas do Museu do vaticano

 

 

Confissão

 

De um e outro lado do que sou, 
da luz e da obscuridade, 
do ouro e do pó, 
ouço pedirem-me que escolha; 
e deixe para trás a inquietação, 
a dor, 
um peso de não sei que ansiedade. 

Mas levo comigo tudo 
o que recuso. Sinto 
colar-se-me às costas 
um resto de noite; 
e não sei voltar-me 
para a frente, onde 
amanhece. 

Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"

 

Escadaria de saída do Museu do Vaticano

Roma, Itália

Dezembro de 2010

Jorge Soares

 

10 de Dez de 2010, Câmara: SONY DSLR-A350, ISO: 800, Exp.: 1/15 seg., Abert.: 4.0, Ext.: 18mm, Flash: Não

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