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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Ondas

As ondas dos alfaiates

 

As ondas que passam

As ondas passam...
Os dias passam...
As ondas voltam e revoltam...
Os dias simplesmente passam e não voltam.

Os dias são simétricos e lineares.
As ondas não. São difusas, inconstantes, relativas.
Os dias são previsíveis, constantes, matemáticos.
As ondas são como almas, tão improváveis.

As almas sentem, se emocionam, se enfurecem, se acalmam.
São ondas sensíveis às marés.
As marés variam com a lua.
Às vezes exposta e risonha, outras tristonha.

A alma tempera a mente.
A mente calculista toca a sinfonia d’alma.
A alma passional e a mente racional formam o ser.
O ser pode pender ou equilibrar-se.

Nem alma e nem mente, apenas o corpo.
Malhado ou sofrível.
É a água e a areia das ondas.
Ondas que passam...

 

CARLOS ALBERTO REBOUSAS

 

Alfaiates sobre as águas cristalinas do Rio Pêra.

Castanheira de Pêra

Junho de 2011

Jorge Soares

Contemplar a solidão

O mar e eu

 

Eu também gosto de me sentar assim só e a olhar as ondas do mar, principalmente em praias como esta em que as ondas batidas a vento enrolam na areia dourada deixando no ar um cheiro a iodo e a maresia. Só, eu, os meus pensamentos e o mar... cumplicie silencioso de mim e da vida.

 

Praia do Meco

Sesimbra, Setúbal

Novembro de 2010

Jorge Soares

Uma após uma as ondas apressadas

Uma após uma as ondas

 

 

Uma Após Uma


Uma após uma as ondas apressadas

Enrolam o seu verde movimento

E chiam a alva 'spuma

No moreno das praias.

Uma após uma as nuvens vagarosas

Rasgam o seu redondo movimento

E o sol aquece o 'spaço

Do ar entre as nuvens 'scassas.

Indiferente a mim e eu a ela,

A natureza deste dia calmo

Furta pouco ao meu senso

De se esvair o tempo.

Só uma vaga pena inconseqüente

Pára um momento à porta da minha alma

E após fitar-me um pouco

Passa, a sorrir de nada.

 

Ricardo Reis

 

Praia do Malhão, Vila Nova de Mil Fontes

Junho de 2009

Jorge Soares

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