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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

O tamanho dos seus sonhos

Pôr do sol

 

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?". Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?". O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos".


Augusto Cury


Alviães, Oliveira de Azemeis

Agosto de 2013

Jorge Soares

Cais das colunas

Pôr do Sol em Lisboa

 

Também já ali  estive assim, só, a tentar enganar a tristeza da solidão com a quietude do rio e a beleza do pôr do Sol, foram incontáveis as vezes que a caminho do quarto onde costumava morar, me sentei ali a ver o vai vem dos barcos e o voo das gaivotas. É sem dúvida o meu lugar preferido de Lisboa.

 

Já não recordo a última vez que lá estive ou sequer lá passei, hoje fomos lá com os miúdos, havia uma enorme multidão, muitíssimos turistas e até um grupo de música brasileira... mas há coisas que não mudam, o voo as gaivotas, a serenidade do Tejo e pôr do sol magnifico.

 

Cais das Colunas, 

Lisboa, Janeiro de 2012

Jorge Soares

Lá muito ao longe… está a luz! Eu já a vi!

A luz

 

Lá muito ao longe… está a luz!

Eu já a vi!

E agora…

Procuro o caminho que a Ela conduz…

 

Mas afastai-vos, caridoso intento!

Saí da minha frente,

Gentes que ouvistes meu lamento!

 

Perdoai o meu tom brutal, irado…

… Mas eu não quero fazer o tema copiado!

 

Eu quero ir sozinha!

Consciente dos meus passos!

Ainda que gaste a vida em sofrimento…

Eu quero ir sozinha!...

 

Deixai-me passar!...

Deixai-me enganar e recomeçar…

Deixai-me ficar aos bocados pela estrada,

Deixai-me que procure em direcção errada,

Mas deixai-me ir sozinha!...

 

E se eu morrer antes de alcança-la,

A Luz saberá

Que eu gastei a vida a procurá-la!...

 

Maria José Rijo 

 

Pôr  do Sol em Monsaraz

Alentejo, Agosto de 2011

Jorge  Soares

Pensamentos em contraluz

Pôr do Sol em Monsaraz

 

Em contraluz vou perambulando

Pessoas, pensamentos, silhuetas

Com quem me cruzo e vou guardando

 

Fim da tarde; Fim do dia; Fim somente.

 

Deixem-me passar

Que tenho pressa

Deixem-me! Preciso ver

 

Ó gentes! Deixem-me correr

Enquanto há luz

Enquanto tenho esperança

 

Deixem-se sentir arrebatada

Com a luz que a minha vista alcança

 

Sombras, eu reconheço

O resto passa, e eu esqueço

 

Mas hoje, deixem-me prender às cores que me aquecem o olhar

 

Dida 

 

Prr do sol no Alentejo

Monsaraz, Julho de 2011

Jorge Soares

em todas as ruas te perco

Saudades do pôr do sol .. Alviães.

 

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

 

O Pôr do sol da minha infância

Alviães, Oliveira de Azemeis

Agosto de 2011

Jorge Soares

E descobrir em sonhos uma razão maior para continuar a respirar…


Pôr do Sol em Monsaraz, Alentejo

 

Poema da insónia

 

Deitou-se, o corpo dorido sobre o tapete macio do quarto.

O sono fugira-lhe por entre os dedos, como uma memória tardia.

Por um segundo, desejou ser pássaro, gaivota ou simples rouxinol, sem mais palavras que o cantar trinado das manhãs.

Porque teria que ser tudo… tão complicado?

Porquê… tantos porquês?

 

Já dizia o célebre escritor romano Públio Siro “ Ninguém pode fugir ao amor e à morte “.

 

Fechou os olhos. Divagava.

 

Não queria fugir.

Nem ficar.

Não queria estar… nem deixar de estar.

 

Que angústia, a de querer nada ser, nada sentir, nada sofrer.

Simplesmente adormecer.

E descobrir em sonhos uma razão maior para continuar a respirar…

 

Rolando Palma 

 

Pôr do Sol em Monsaraz, Julho de 2011

Jorge Soares

 

 

Gosto do Alentejo

Pôr do Sol em Monsaraz

 

Gosto do Alentejo  

 

Gosto menos dos campos felizes,

Exuberantes, sempre vestidos

De verdes macios…

Não recebo deles aquela inquietação

Que os campos mais tristes

Por vezes me dão!

Gosto mais do Alentejo,

Do meu!...

De Moura onde nasci,

A Beja, Santa Victória,

Onde nasceu o meu amor por ele!

Gosto do meu Alentejo – Tragédia!

Imenso, quente e nu!

Gosto da sua terra de barro

Da cor da carne viva!

Gosto de ouvir dizer

Chaparro, tarro, seara,

Almeara, restolho,

Palavras musicais

Fortes, gostosas,

Que o alentejano diz arrastando

 

Como se arrasta a saudade,

E a ansiedade da sua alma

De homem solitário,

Que tem pudor do riso

E orgulho no canto,

- Esse estranho pranto

Dos sonhos que tem sem se aperceber!...

Gosto do meu Alentejo

De Inverno frio, arrepiante,

Onde só um ventinho cante!

Gosto das suas tardes de Verão,

De calma sufocante,

Onde nem pássaros cantem

E só a cigarra cante!

Gosto da terra!

Da terra que se oferece

Ali, à luz do dia!

Dessa terra fecunda,

Como um ventre macio

Que por amor de Deus

 

Concebe o Pão – o nosso Pão,

Em toda a imensidão

Duma nudez sem pecado!

Gosto do meu Alentejo só,

Tragicamente mudo

Sob o olhar azul do céu!

Gosto de ver bailar

O silêncio mais a escuridão

Nas noites sem Luar!

E, de dia…

O que impõe o Alentejo,

O que nele me seduz,

É ver o silêncio

Mais a solidão,

A gerar o pão

Em bebedeiras de luz!...

 

Maria José Travelho Rijo

Primavera de 1955

Retirado de aqui 

 

O Sol do fim de tarde por entre as ruínas do Castelo de Monsaraz

Julho de 2011

Jorge Soares

 

 

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