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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Dezembro

Dezembro

 

 

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos, 
numa gruta, no bojo de um navio, 
num presépio, num prédio, num presídio 
no prédio que amanhã for demolido... 
Entremos, inseguros, mas entremos. 
Entremos e depressa, em qualquer sítio, 
porque esta noite chama-se Dezembro, 
porque sofremos, porque temos frio. 

Entremos, dois a dois: somos duzentos, 
duzentos mil, doze milhões de nada. 
Procuremos o rastro de uma casa, 
a cave, a gruta, o sulco de uma nave... 
Entremos, despojados, mas entremos. 
De mãos dadas talvez o fogo nasça, 
talvez seja Natal e não Dezembro, 
talvez universal a consoada.


David Mourão Ferreira


Dezembro no Jardim do Bonfim

Setúbal, Dezembro de 2011

Jorge Soares

Sinto falta de Lugares que não conheci

Voar papagaios

 

 

PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

 

Martha Medeiros 


 

Fim de uma tarde de Outono no Parque Urbano de Albarquel

Setúbal, Outubro de 2012

Jorge Soares

.... Pedras que escolhi Muitas que colhi .....

ÀS PEDRAS - EU RENUNCIO.

 

ÀS PEDRAS - EU RENUNCIO.

 

Sim, assombram-me

Pedras que escolhi

Muitas que colhi

E outras que guardei…

 

Sim, assombram-me

As que me pareciam frágeis...

As que se faziam delicadas…

Porque a todas, abriguei!

 

Sim, renuncio

À ganância, à arrogância

De se sentirem valiosas

Ou quiçá, preciosas?!...

 

Sim, renuncio

Pois das pedras que acolhi

Poucas são, as que reconheci

Como sendo essenciais.

 

E porque me estão a assombrar

Acabei de as renunciar

Querendo vê-las deslizar

Da palma da minha mão.

  

Se não se deixam polir

Se não as posso amaciar 

Se servem só para amolar...

Fiquem pedras eternamente.

 

No empedrado da rua

Pisadas e repisadas

Amassadas com alcatrão

Se for essa a sua condição.

 

Terminando assim de uma vez

Com a minha assombração

Porque eu – renuncio!

 

By DiDaFlower 

 

 

Um enorme beijinho Flor.... as pedras são inertes, não sentem, vão e vem ao sabor da corrente ou das mãos que lhes pegam... vão para onde as largam... nós somos seres autónomos, é suposto mover-nos por nós e para nós.... há sempre um caminho... mesmo que na encruzilhada se escolha a direita quando era a esquerda.. há sempre a hipótese de voltar atrás..e seguir o atalho certo.

 

Mais uma das imagens do inverno... quando as nossas praias estão cheias de tesouros.

Praia do Creiro,

 

Setúbal, 1 de Janeiro de 2011

Jorge Soares

 

 

Narciso

Narciso

 

Narciso

 

Dentro de mim me quis eu ver. Tremia, 
Dobrado em dois sobre o meu próprio poço... 
Ah, que terrível face e que arcabouço 
Este meu corpo lânguido escondia! 

Ó boca tumular, cerrada e fria, 
Cujo silêncio esfíngico bem ouço! 
Ó lindos olhos sôfregos, de moço, 
Numa fronte a suar melancolia! 

Assim me desejei nestas imagens. 
Meus poemas requintados e selvagens, 
O meu Desejo os sulca de vermelho: 

Que eu vivo à espera dessa noite estranha, 
Noite de amor em que me goze e tenha, 
...Lá no fundo do poço em que me espelho! 

José Régio, in 'Biografia'

 

Junto à enstrada da casa há um canteiro, já lá esteve uma ramada de uvas brancas, agora há flores, foi desse canteiro que colhi muitas das rosas que por aqui tem passado nos ultimos tempos, e os liros amarelos.. e muitas outras flores. A norte a Primavera vai-se anunciando, sobretudo nas árvores de fruto que se cobrem de flores, mas naquele canteiro do quintal da minha mãe, nesta altura só lá estavam os narcisos, de um amarelo forte... lindos.

 

Alviães, Oliveira de Azemeis

Março de 2011

Jorge Soares

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