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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Detalhes da Primavera - Maria Papoila

Papoila

 

 

Maria Papoila

 

Sem saudades na lembrança
eu disse adeus à terrinha e mais ao lar
ai! ai! ai!

 

Levo na alma a luz da esperança
e fé em Deus parto a rir e a cantar
ai! ai! ai!

 

Despedi-me das ovelhas
do meu cão, das casas velhas do lugar onde nasci
ai! ai! ai!

 

Não me importo de ir à toa
que o meu sonho é ver Lisboa
mais o mar que eu nunca vi

 

Adeus, ó terra
adeus linda serra
de neve a brilhar
Adeus, aldeia
que eu levo na ideia
não mais cá voltar

 

Diz que a sorte das pessoas, sempre ouvi
vem do nome que elas têm
ai! ai! ai!


Coisas más ou coisas boas, vem daí
e comigo calha bem
ai! ai! ai!


Eu no monte era Papoila
mesmo a graça da moçoila
que no campo anda a lidar
ai! ai! ai!

 

Mas o nome bem dizia
como sou também Maria
tinha que ir p´ró pé do mar

 

Setúbal, Maio de 2010

Jorge Soares

A realidade não precisa de mim

Os dias da Primavera

 

 

 

Quando vier a Primavera, 
Se eu já estiver morto, 
As flores florirão da mesma maneira 
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. 
A realidade não precisa de mim. 

Sinto uma alegria enorme 
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma 

Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. 
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. 
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. 
O que for, quando for, é que será o que é. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 

 

Recordações de uma Primavera menos Chuvosa, 

Algures em Arraiolos, Março de 2013

Jorge Soares

 

Bem vinda Primavera

Bem vinda Primavera

 

 

Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....

Florbela Espanca

 

Bem Vinda Primavera

Setúbal, Fevereiro de 2014

Jorge Soares

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