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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

este rio llamado Guadiana

Mértola

 

 

ESTE RÍO LLAMADO GUADIANA

Tu nombre, Guadiana, ¿dónde arraiga?
¿Qué es un río? ¿El agua que discurre?
¿El lecho sinuoso que la encauza?
¿El paisaje que exulta a sus costados
y, arrobado, en su espejo se retrata?

Pasa, incesante, el agua, mansa y verde.
Yo, ensimismado, pienso: Guadiana...
Mas no puedo fijar el bello nombre
al agua fugitiva, que se escapa;
porque el agua lo arrastra, fatalmente,
a la avidez del monstruo que le aguarda.

-Me quedaré perenne junto al río,
diciendo: Guadiana, Guadiana...
Y así llevará el agua, toda ella,
impuesto por mis férvidas palabras
en singular y lírico bautismo,
ese mágico nombre: Guadiana.

Alfonso Ramos. Valverde del Camino



Mértola, Alentejo

Março de 2013

Jorge Soares

Sinto no murmurar das águas

rio

 

Sinto no murmurar das águas 
deste rio da minha vida, 
onde navegávamos na mansidão do luar
e rejubilávamos na alegria da juventude,
as melodias da felicidade,
acariciadas pela brisa daquele tempo, 
de palmeiras verdes de esperança,
onde as brumas da incerteza não existiam!

E agora, contemplando o caudal deste rio
ressequido por este tempo que se faz presente
sufoco o choro de lágrimas da nostalgia,
que me aperta o peito, na dor feita saudade!
E aqui estou, sentado, nas areias que margeiam
este rio cansado, pelas mágoas do seu percurso,
esperando nova brisa que me sopre forças,
para continuar a navegar neste leito seco
e chegar ao remanso da minha tranquilidade!

Anseio por novos rios, num tempo
que se faça fértil e de águas calmas,
navegue por entre campos floridos,
ao som melodioso dos chilreios
de aves encantadas, 
de cores garridas da paixão,
ao encontro de um novo viver.

José Carlos Moutinho

 

Algures nas Astúrias

Agosto de 2011

Jorge Soares

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