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Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Momentos e Olhares

A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade! -Jorge Soares

Pelos caminhos da serra da Arrábida

Os caminhos da serra da Arrábida

Serra da Arrábida

Os caminhos da serra da Arrábida

Pelos caminhos da serra da Arrábida

Pelos caminhos da Serra da Arrábida

 

Num dos poucos fins de semana em que o tempo o permitiu, regressei aos meus passeios pela serra, que esta vez não se ficaram pelo sopé e chegaram até bem acima.

 

Nesta altura não há muito para fotografar, para além do que é intemporal, o verde e a paisagem deslumbrante sobre a cidade e a baía de Setúbal.

 

Setúbal

Janeiro de 2013

Jorge Soares

Nevoeiro

Neblina no gerês

 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

 

É a hora!

 

Fernando Pessoa

 

O dia acordou como os dois anteriores, farrusco e com chuva... as nuvens baixas cobriam a serra e tudo estava mais ou menos envolto na névoa. Decidi aproveitar a falta de luz e o excesso de branco no céu para experimentar uma funcionalidade da máquina... fotografia a preto e branco ....  acho que vou utilizar mais vezes... não saiu nada mal.

 

Parque natural da serra do Gerês, Gerês, Amares, Braga

Novembro de 2010

Jorge Soares

Minha alma sabe-me a antiga

MInha alma sabe-me a antiga 

 

Minha alma sabe-me a antiga  

Mas sou de minha lembrança,  

Como um eco, uma cantiga. 

Bem sei que isto não é nada,  

Mas quem dera a alma que seja  

O que isto é, como uma estrada. 

 

Talvez eu fosse feliz  

Se houvesse em mim o perdão  

Do que isto quase que diz.

 

Porque o esforço é vil e vão,  

A verdade, quem a quis?  

Escuta só meu coração. 

 

Fernando Pessoa

 

O ano passado estava engessado no Outono, este ano estou com o tornozelo agrafado e a coisa não está a correr lá muito bem, esta fotografia foi em Janeiro, num dos meus passeios pelo sopé da Arrábida. No inverno as tardes são curtas e não dão para muito, a meio da tarde já o sol se queria esconder por trás da ruina do velho casarão... tenho saudades da serra e do campo, tenho saudades de andar, saudades.....

 

Setúbal, Janeiro de 2009

Jorge Soares

 

Jan 11, 2009, Câmara: SONY , Modelo: DSLR-A350, ISO: 100, Exposição: 1/200 seg., Abertura: 10.0, Extensão focal: 18mm

 

Direitos de Autor
Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a prévia permissão do autor. Todas as fotografias estão protegidas pelo Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março.
Uma vez que a maioria das fotografias foram feitas em locais públicos mas sem autorização dos intervenientes, se por qualquer motivo não desejarem que sejam divulgadas neste blog entrem em contacto comigo e serão retiradas de imediato.

 

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